28/10/2010
Gol mantém Ronaldo blindado
Ele ficou quatro meses sem jogar, demorou para perder peso, só marcou três gols no Campeonato Brasileiro e ganha cerca de R$ 1,8 milhão por mês (contando salário e participação em contratos de patrocínio do clube). Outro jogador com essas marcas no Corinthians estaria sendo tão pressionado no Parque São Jorge que provavelmente nem entraria em campo. Caso de Souza, que ganha R$ 175 mil mensais e balançou duas vezes as redes no Nacional.
O máximo que Ronaldo sentiu de pressão foram os gritos de torcedores que protestaram no Parque São Jorge dizendo que o clube não era spa, no auge da crise já superada pelo time.
Levando-se em conta a remuneração que recebeu durante os seis meses de disputa do Brasileiro, é como se cada gol de Ronaldo no Nacional tivesse custado ao clube R$ 3,6 milhões. A diretoria não reclama. Está mais do que satisfeita com os R$ 5 milhões anuais que ele deixa no clube referentes a contratos de patrocínio (outros R$ 15 milhões são repassados para a conta do Fenômeno).
Em vez de insatisfação, os cartolas corintianos demonstram preocupação em perder Ronaldo no ano que vem. Durante o inferno astral corintiano, ele criticou os protestos da torcida, ficou bastante contrariado e disse a amigos que poderia ir jogar no Flamengo. Ninguém entendeu se foi brincadeira ou ameaça.
A única possibilidade de Ronaldo sentir pressão no Parque São Jorge seria uma pífia atuação diante do Flamengo, seu time de coração, acompanhada de um desastre que complicasse o time na disputa pela taça. Ele só fez uma finalização no jogo inteiro. Mesmo assim, marcou o gol que evitou um prejuízo maior na disputa pelo título. Resolveu, sem ser brilhante. Mais uma vez, demonstrou o motivo para seguir praticamente imune às críticas no Parque São Jorge.