11 de mar. de 2011

No Carnaval paulista, 'esquemão' pela paz entre as torcidas no desfile



Organizadas dos três grandes vão estar juntas pela primeira vez no desfile das campeãs
Gaviões da Fiel, Mancha Verde e Dragões da Real desfilam nesta sexta-feira


Bruno Cassucci


Renato Rodrigues


 10/03/2011 às 19:00
Clássicos entre dois grandes paulistas sempre preocupam a segurança nos estádios. Já pensou se três torcidas rivais estivessem no mesmo local? Pois é o que acontecerá nesta sexta-feira à noite. Dragões da Real, torcida do São Paulo ligada a escola de samba que subiu para o Grupo Especial este ano, Gaviões da Fiel, do Corinthians, e Mancha Verde, ligada a torcida palmeirense, vão estar juntas no desfile das campeãs do Carnaval, no Anhembi.


Para que tudo corra em paz, um grande esquema de segurança será feito pela Polícia Militar. Além de intercalar o desfile das agremiações, cerca de 1.200 policiais estarão no Sambódromo e o policiamento no Metrô e nos terminais de ônibus será reforçado. Os torcedores também serão separados por setores.


– Normalmente as arquibancadas são livres, sem divisão. Mas, para hoje fizemos um esquema que se assemelha ao dos estádios, para prevenir confrontos – disse ao LANCENET! o major Dimas, do 9 Batalhão da PM.


Apesar da situação inédita, o major não espera que haja confusões.


Pelo lado das organizadas o desfile é tratado com normalidade. Ao LANCENET!, os presidentes das torcidas organizadas disseram que há conversas durante toda a preparação do evento.


– As lideranças se entendem. Brigas vem de despreparados. Vamos fazer com que Carnaval e futebol caminhem juntos sem problemas – disse Eduardo Fontes, da Gaviões.


Confira os Bate-bolas com os presidentes das torcidas organizadas:




Eduardo Fontes


( presidente da Gaviões da Fiel)




L!: O que foi decidido na reunião com a Liga e as outras escolas?


EF: Nós em conjunto com outros presidentes vamos cumprir tudo que for estabelecido.


L!: Teme algum confronto?


EF: De jeito nenhum. As lideranças se entendem, sabem a hora. Confrontos vem de pessoas despreparadas. Vamos mostrar que Carnaval e futebol caminham juntos sem problemas. Isso depende das lideranças orientarem seus associados.


L!: Qual a orientação da escola para os associados?


EF: Vamos passar todas as orientaçoes possíveis. A ordem é para irmos juntos, ficarmos juntos na arquibancada e voltarmos juntos. Cada torcida ficará separada na arquibancada.


L!: Rivalidade no Carnaval é diferente do futebol?


EF: O público do Carnaval é diferente. Queira ou não, estamos representando também o nosso time, obviamente, mas é diferente. Estamos sempre reunidos. Nos encontramos uma vez por mês. Quem faz o carnaval, faz o futebol





10/03/2011 - 19h45

Retranca da Ponte vira alerta e corintianos falam em buscar alternativas no ataque

Carlos Padeiro

Dentinho, capitão, lamenta após perder gol pelo Corinthians na derrota para a Ponte Preta

Não ter superado a retranca imposta pela Ponte Preta na noite da última quarta-feira, no Pacaembu, virou alerta no discurso dos jogadores do Corinthians, um dia após a primeira derrota sofrida no Campeonato Paulista (1 a 0).

“Temos de criar novas alternativas durante os treinamentos para fazer o gol quando pegar novamente uma equipe como essa no Pacaembu. O nosso time até teve posse de bola, mas estava difícil a infiltração”, comentou o lateral-esquerdo Fábio Santos, na tarde desta quinta, no CT Joaquim Grava.


No total, o Corinthians arriscou 16 finalizações, entretanto foram poucas as situações de perigo. Apenas duas bolas atingiram o alvo, mas pararam no goleiro Bruno, enquanto uma cabeçada de Dentinho carimbou o travessão. Os 13 arremates restantes foram para fora.


“É preciso um pouco mais de movimentação nossa no meio e do pessoal da frente. Vamos encontrar de novo esse tipo de marcação nas próximas partidas”, opinou o volante Paulinho, que mandou um chute cruzado para fora logo nos minutos iniciais do duelo com o rival campineiro.

“Temos de rodar bastante a bola. Nesse balanço de um lado para o outro é que vamos encontrar espaço para infiltração e para chutes de longa distância”, endossou Fábio Santos.



O revés por 1 a 0 em casa encerrou uma sequência de 146 dias do clube de Parque São Jorge sem perder para um time brasileiro. A última derrota no país havia acontecido em outubro de 2010, para o Vasco, pelo Brasileiro. Nesse período, a equipe do técnico Tite sucumbiu diante do Deportes Tolima, 2 a 0 na Colômbia, pela Pré-Libertadores.



“Nunca é bom perder, mas num momento desses pode não ser ruim. De repente se a gente perdesse nas quartas de final, em um jogo só, seria pior, igual à Pré-Libertadores. Vamos aprender com essa derrota, e acabou com esse negócio de invencibilidade”, afirmou o lateral canhoto.



No domingo, o time alvinegro viaja a Mirassol para encarar o time local, às 16h, pela 13ª rodada do Paulista.



Ver em tamanho maiorRelembre a última rodada.