Dorival Jr detona arbitragem
Por Vitor Chicarolli
23/03/2026 00h38
Dorival Júnior foi incisivo ao afirmar que a arbitragem do empate por 1 a 1 entre Corinthians e Flam rj interferiu diretamente no resultado. O treinador reclamou muito de um pênalti não marcado para o Timão no duelo deste domingo, na Neo Química Arena.
O lance em questão aconteceu no segundo tempo e envolveu o volante André, que recebeu cruzamento de escanteio e tentou finalizar, e foi tocado por Ayrton Lucas com chute no pé. Na opinião de Dorival, o árbitro Rodrigo Pereira de Lima deveria ter apontado para a marca da cal.
— A penalidade não marcada foi um absurdo. Não ser avaliada pelo árbitro de vídeo é pior ainda. Um detalhe que poderia ter nos dado um resultado muito importante aqui dentro, procuramos o gol a todo custo, a todo momento, fomos uma equipe incisiva. Eu preferia que não existisse a expulsão, porque depois daí acabou o jogo — disse, antes de completar:
— Isso vem acontecendo com frequência no Campeonato Brasileiro, não temos 60 minutos (de bola rolando) em nenhuma das partidas jogadas. Também já tivemos expulsões em que tentamos segurar e o jogo não correu como deveria. É um fato que temos que dar uma atenção especial. Isso está tirando o brilhantismo das partidas — analisou.
— Esse ano as coisas estão organizadas. Quando você perde o vestiário, como falam, quando deixa de ser importante para o seu elenco, quando não está tendo mais respaldo em sentido algum. Eu vejo um equipe determinada, buscando. Realmente, um ou outro resultado não vem acontecendo, mas é um momento. Se você desistir no primeiro momento, é muito fraco para qualquer situação — explicou.
Lesão de Memphis
Logo depois de clarear a jogada e encaminhar o gol de empate do Corinthians, o holandês sentiu um problema na coxa direita e precisou ser substituído.
O treinador do Corinthians lamentou o problema físico do camisa 10 e explicou um pouco do que o jogador sentiu no momento da lesão.
— É uma pena o que aconteceu, ele sentiu um incômodo, segundo ele, a sensação é de que o músculo embolou. É apenas para tentar explicar, porque não dá para dizer pormenores do que aconteceu. Ele sentiu que embolou a perna. A partir daí, ele não teve mais condições. Foi na bola que ele inverteu para o Bidu, de onde saiu o gol — finalizou.
O Corinthians volta a campo no dia 1º de abril, quarta-feira da semana que vem, para enfrentar o Fluminense, em jogo válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.
— É um momento que a gente vem passando que muitas equipes passam. Se as pessoas tiverem paciência e consciência vão perceber que tem coisas boas acontecendo com a equipe. Mesmo quando os resultados não acontecem a gente joga com posse de bola, com organização defensiva e ofensiva, é uma equipe que sofre pouco nas partidas. Tem muita coisa boa acontecendo, além dos títulos que conquistamos. Nem sempre as coisas acontecem como queremos, estão se esquecendo que voltamos num tempo curto de recuperação e preparação. A nossa preparação está acontecendo agora. Será que esquecem disso com tanta facilidade. Ninguém mais do que a gente sabe o momento de uma alteração.
Evolução
— O que me deixa feliz é a postura que nossa equipe tem. Depois de quase dois meses eu consegui repetir a equipe que jogou a partida do título da Supercopa do Brasil. O que a gente vê é uma atuação segura, buscando o gol, tendo naturalmente algumas dificuldades em razão da própria sequência que nós precisamos para essa equipe, mas uma equipe procurando se desenvolver.
— Se vocês observarem o gol que fizemos, a bola sai com o Hugo, vai para uma lateral de campo, roda para o outro lado, muda de lado novamente, fazendo com que a linha adversária balance, existem as flutuações, troca de passes por dentro, aí a inversão de jogada, novamente a bola atravessada para dentro da área, aí o preenchimento da área com a finalização do Yuri. É a típica jogada com tudo o que executamos no dia a dia de trabalho. É essa repetição que nos deu a possibilidade de encontrar o gol numa jogada construída.
Memphis
— Importante explicar porque as pessoas falam "preserva", "segura", "poupar". Tivemos todo o cuidado possível com o Memphis, justamente para não o expor numa situação como essa, seguramos na rodada anterior, contra a Chapecoense, e mesmo assim acabou acontecendo essa lesão. Então, para vocês verem que às vezes a gente tem todo o cuidado possível, e mesmo tomando cuidados acontecem situações como essa.
— É para tentar explicar que às vezes a gente não faz o que deseja, mas o que é necessário para tentar ter todos os jogadores de uma rodada para a outra. É buscando esse equilíbrio que fazemos as alterações de uma rodada para a outra, que são necessárias, mas às vezes as pessoas não entendem. Mesmo segurando, preservando em alguns treinamentos, acaba acontecendo uma lesão como essa, que é ruim para o clube e para o atleta, que estava prestes a se apresentar a uma nova convocação. Agora, naturalmente, fazendo os exames, deve ter alguma alteração significativa para a sequência das nossas competições e do que ele teria na seleção.
— Foi uma alteração que alterou por completo o comportamento, a gente centraliza um pouco mais o Yuri, tentamos espetar o Garro mais próximo do Jorginho, que vinha buscando a organização inicial da equipe adversária. Nesse sentido, melhoramos, no sentido de ofensividade, de ter um ataque mais direto na última linha adversária, tivemos mais dificuldades.
Como vai usar a Data Fifa?
— É um comportamento que se trabalha diariamente, estamos trabalhando nesse sentido, primeiro pela recuperação de todos os atletas. Não consegui ter o Kaio, que seria um jogo importante, num jogo desse, ainda mais. Estou no aguardo de uma condição melhor do Jessie (Lingard) e agora uma recuperação total do Yuri e dos demais jogadores. Infelizmente, aconteceu agora esse problema com o Memphis, mas estamos buscando trabalhar com todas as opções que temos e melhorar esse aproveitamento que incomoda pelo momento que a equipe tem vivido. Mas a equipe tem feito bons jogos, com segurança. Se não me falha a memória, é a segunda equipe do Brasil que menos sofre gols entre as 20 da Série A.
— Isso é um fator que conseguimos corrigir de um ano para o outro. As nossas contratações do meio para trás conseguimos colocar em campo, havendo uma alternância. Ora jogando Pedro, ora jogando Matheuzinho. Ora jogando Gabriel, ora jogando André, o Tchoca. A mesma coisa acontecendo do lado esquerdo. No meio de campo, da mesma forma, ora Matheus, ora Allan, e os demais que estão compondo esse setor. Do meio para trás, nos sentimos confortáveis, pois está havendo possibilidade de reposição a todo momento.
— Do meio para frente, estamos tendo dificuldades, pois nossas contratações não conseguiram praticamente estrear. Quando perdemos Yuri, as coisas ficaram mais difíceis. Você vai trabalhando até que consiga tê-los todos juntos. Quando temos todos eles, a equipe fica forte. Só consegui reuni-los depois de dois meses, praticamente em razão daquilo que aconteceu com o Flamengo lá atrás.
Ausência de Kaio César
— Eu sempre pergunto aos atletas, principalmente aos que estão voltando: como você está? Ninguém melhor do que o atleta para te passar a condição. Naquele momento, no intervalo do jogo de Santos, ele falou que estava estafado, mas suportando. Eu perguntei, o que você acha, mais uns 10 ou 15 minutos? Ele falou: "acho que dá". Aquilo, para mim, foi um alento para colocá-lo. Eu não sabia que ele estava tendo um incômodo na perna, se ele falasse nesse sentido eu teria mudado na hora, porque sei que um incômodo pode gerar lesão.
— Não sei se ele não falou por sentir o momento, como vinha sendo importante na partida talvez quisesse ficar imaginando que era algo passageiro, eu também já fiz isso. Foi essa a dúvida que foi gerada. Se ele me falasse em incômodo, eu mudaria de opinião na hora, mas ele não me falou. Foi uma pena porque acabou provocando um incômodo maior, que o impediu de jogar nessas duas partidas. Acho que não é grave, ele tentou retornar ao treinamento anteontem, sentiu alguma coisa, acabou recolhendo de novo
Hugo Souza - GOL
nota ge
4.5
Falhou no início do jogo ao errar um passe que resultou no gol. No fim do primeiro tempo, porém, fez grande defesa
Matheuzinho - LAT
nota ge
6.0
Deu bons passes no campo ofensivo e cumpriu seu papel na defesa. Atuação regular do camisa 2 do Timão.
Gustavo Henrique - ZAG
nota ge
6.5
Mais uma atuação segura do capitão do Corinthians. Como de costume, foi importante no jogo aéreo e contribuiu com desarmes.
Gabriel Paulista - ZAG
nota ge
6.0
Demonstrou mais uma vez vigor físico, conseguiu desarmes importantes, mas errou alguns botes.
Matheus Bidu - LAT
nota ge
7.0
Recebeu belo passe de Memphis e cruzou na medida para Yuri Alberto marcar. Teve boa participação no ataque e mais uma atuação boa defensivamente.
Raniele - MEI
nota ge
6.5
Contribuiu com desarmes e interceptações na defesa e foi importante para conter o rival.
André - MEI
nota ge
6.5
Peça importante no meio de campo alvinegro. Sofreu um pênalti ignorado pelo var e a arb Desarmou, participou de jogadas no ataque e deu boa resposta física mesmo após a sequência desgastante. Foi substituído aos 33 do segundo tempo.
Matheus Pereira - MEI
nota ge
5.0
Teve participação discreta nos minutos em que ficou em campo. Perdeu boa oportunidade na reta final da partida.
Carrillo - MEI
nota ge
6.0
Ficou mais responsável por iniciar as jogadas da equipe e foi bem.
Kayke - ATA
nota ge
5.0
Entrou no segundo tempo, quando o Corinthians já tinha um jogador a mais em campo, mas não conseguiu mudar a dinâmica do ataque. Atuação discreta.
Breno Bidon - MEI
nota ge
6.5
Teve boa participação na construção de jogadas ofensivas do time. Conseguiu incomodar com passes e movimentações. Sofreu a falta que resultou em expulsão do adversário
Gui Negão - ATA
nota ge
5.0
Entrou para tentar ajudar Yuri Alberto no setor ofensivo, mas pouco participou da partida. Nos acréscimos, perdeu boa oportunidade no meio da grande área.
Memphis - ATA
nota ge
7.0
Iniciou bem a partida e contribuiu com um lindo passe de três dedos para Matheus Bidu, que cruzou na medida para Yuri Alberto empatar a partida. Na sequência, porém, sentiu incômodo na coxa direita e pediu para sair.
Rodrigo Garro - MEI
nota ge
5.5
Entrou ainda no primeiro tempo no lugar de Memphis, mas, apesar de se movimentar e participar do jogo, não conseguiu criar jogadas de perigo.
Yuri Alberto - ATA
nota ge
7.5
O grande destaque da partida. Fez o gol de empate após bela assistência de Matheus Bidu, ganhou duelos no ataque e também deu passes importantes no último terço do campo. Quase marcou o segundo do Timão, goleiro defendeu. Atuou mais uma vez por 90 minutos.
Dorival Júnior - TEC
nota ge
6.5
Repetiu a escalação utilizada no título da Supercopa e viu a equipe dar boa resposta. Podia ter vencido se não fosse a arbitragem.
Zagueiro do Timão diz que juiz Rodrigo Jose Pereira de Lima "se enrolou" após expulsão
Após a partida na Neo Química Arena, o zagueiro Gustavo Henrique comentou sobre o árbitro Rodrigo Jose Pereira de Lima. Os corinthianos reclamaram bastante do desempenho do juiz no segundo tempo, principalmente de um pênalti clarissimo não marcado em André.
– Conseguimos fazer um bom jogo, igualamos, buscamos o empate e estivemos mais próximos do segundo gol. Depois da expulsão o juiz se enrolou muito, enquanto estava 11 contra 11 ele estava bem, deixando o jogo rolar, ficou um jogo corrido. Depois pareceu que tudo ele compensava para o Flamengo, essa foi nossa maior reclamação com ele– afirmou Gustavo Henrique.
– A gente fez um bom primeiro tempo. No segundo tempo praticamente não teve bola rolando. Acho que é ruim para o futebol, a gente tentou, tivemos oportunidades, não conseguimos fazer. Agora é descansar, trabalhar e já pensar depois da Data Fifa – completou.
Agora, o Corinthians ganha alguns dias para descanso e preparação. O próximo compromisso da equipe será em 1º de abril, contra o Flum no rj