9 de mai de 2018

CORINTHIANS 09/05/2018

Corinthians vence Botafogo por 2 a 0 e larga na frente na semi da Copa do Brasil Sub-20Bilu marca para o Timão aos 23 minutos da primeira etapa e William amplia para os paulistas aos 27 do segundo tempo
vitória do Corinthians por 2 a 0, na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil Sub-20


DESTAQUE


32' 2º TEMPOLance Importante


27' 2º TEMPOGol


18' 2º TEMPOLance Importante


06' 2º TEMPOLance


45' 1º TEMPOLance Importante


32' 1º TEMPOLance Importante


23' 1º TEMPOGol


21' 1º TEMPOLance Importante


13' 1º TEMPOLance Importante








RESUMÃO
DESTAQUE

O Corinthians venceu o Botafogo por 2 a 0, na tarde desta quarta-feira, 9, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, pela primeira partida da semifinal da Copa do Brasil Sub-20. Os gols da vitória corintiana foram marcados por Bilu e William. Com o resultado, o time paulista larga na frente no confronto e viaja para o Rio de Janeiro com vantagem para chegar à decisão da competição.

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DESTAQUEPRIMEIRO TEMPO

O primeiro tempo começou com o Botafogo tentando dar ritmo a partida. Nos primeiros 15 minutos de jogo, a equipe carioca foi melhor e chegou com perigo aos 13 minutos, com Gabriel Bohrer. Aos 21 minutos o Corinthians teve sua primeira chance de abrir o placar com Fabrício Oya. Com um melhor ritmo, aos 23 Bilu fez boa jogada individual e marcou para os paulistas. Na frente do placar, o Timão impôs ritmo de jogo e quase ampliou com Natan, aos 32. Ezequiel, do Botafogo teve a chance de empatar aos 45, mas chutou para fora.



DESTAQUE  SEGUNDO TEMPO

O Corinthians voltou do vestiário a todo vapor e não deu espaço para o Botafogo atacar. Logo aos quatro minutos, Bilu quase ampliou o placar e deixou seu segundo na partida. Aos seis, Rafinha chegou com perigo. Com a maior posse de bola, o Timão estava mais a vontade em campo e aos 18 minutos, Luan ficou cara a cara com o goleiro Botafoguense e chutou para fora. De tanto insistir, William marcou o segundo do Corinthians aos 27. O Botafogo chegou a assustar os corintianos no fim da partida, com Gabriel de cabeça, mas a bola foi para fora. A partida terminou 2 a 0 para os paulistas.



DESTAQUE  PRÓXIMO DUELO

Com a vitória, o Corinthians entra com vantagem para o jogo de volta na próxima quinta-feira, 17, às 18h30, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro








Corinthians relaciona 23 jogadores jogo decisivo das 4ªs de final da copa do brasil contra o Vitória;

Timão precisa de uma vitória simples para avançar às quartas de final da Copa do Brasil. Se empatar tem que vencer nos pênaltis

Por GloboEsporte.com,

09/05/2018 18h10

O Corinthians relacionou 23 jogadores para enfrentar o Vitória, nesta quinta-feira, às 19h30, na Arena Corinthians, pelo duelo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil.

A principal novidade na lista é o retorno do meia Rodriguinho, que foi poupado da partida contra o Ceará, no último domingo.

Precisando de uma vitória por qualquer placar para passar de fase, o Timão irá a campo com: Cássio, Mantuan, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel e Maycon; Pedrinho, Jadson, Rodriguinho e Romero.

Jogadores do Corinthians e o técnico Fábio Carille no CT Joaquim Grava (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag.Corinthians)

Veja abaixo os 23 jogadores relacionados do Timão
Goleiros: Cássio, Caíque e Walter;
Zagueiros: Balbuena, Henrique, Pedro Henrique e Marllon;
  Lateral direito: Mantuan   

Laterais esquerdo: Sidcley e Juninho Capixaba; 
Volantes: Gabriel, Maycon, Paulo Roberto e Thiaguinho;
Meias: Jadson, Rodriguinho, Pedrinho, Mateus Vital, Marquinhos Gabriel e Bruno Xavier;
Atacantes: Romero, Emerson Sheik, Júnior Dutra.






O camisa 26 explicou qual será a estratégia do Timão para buscar a vaga na próxima fase: 

– Cada jogo é uma história, mas acho que eles vão querer jogar fechadinho, explorando o contra-ataque.Vamos atacar com mais responsabilidade, com cuidado atrás, para fazer o gol e obrigar o adversário a sair
 

Em treinamento na tarde desta quarta, o técnico Fábio Carille confirmou o Timão com: Cássio, Mantuan, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel e Maycon; Pedrinho, Jadson, Rodriguinho e Romero. 







  
Corinthians tem consultado Ronaldo em relação a futuros reforços

Duílio também consulta Ronaldo(Foto: Marco Galvão/Fotoarena/Lancepress!)


Andrés foi o principal responsável pela contratação de Ronalto (foto:Ari Ferreira/LANCE!Press)

Ronaldo recentemente participou de vídeo da Corinthians TVReprodução L!TV
 

Ronaldo conquistou a Copa do Brasil em 2009 pelo TimãoAFP


Andrés Sanchez e Ronaldo Fenômeno mantêm contatoDaniel Augusto Jr

Duílio também consulta Ronaldo(Foto: Marco Galvão/Fotoarena/Lancepress!)1/5

Guilherme Amaro - 09/05/2018 - 07:00

Além de ajudar o Corinthians na busca por parceiros comerciais, Ronaldo Fenômeno tem sido consultado pela diretoria de futebol sobre possíveis reforços. Amigo pessoal do presidente Andrés Sanchez, o ex-atacante está "sempre à disposição" para ajudar o clube, como comentou o diretor de futebol Duílio Monteiro Alves.

- Sempre trocamos ideias, não uma coisa constante, mas alguma informação sobre um jogador ou alguma oportunidade de mercado... A gente tenta usar a experiência dele. Ele está sempre à disposição do Corinthians, não no dia a dia, porque ele tem os negócios dele. Mas sempre que precisamos de algum tipo de consulta, ele estava à disposição - afirmou Duílio, em entrevista ao LANCE!.

Mas como é feita essa consulta? Ao ser questionado se Ronaldo dava palpites nas contratações, o dirigente explicou como é o contato com o ex-atacante.


- A gente pergunta se conhece, não conhece, o que acha, se tem contato, se não tem... É nessa linha que a gente usa bastante, e também com ideias sobre futebol. Não é palpite, a gente às vezes consulta como um amigo, como um corinthiano, como alguém que quer sempre ajudar o Corinthians - disse Duílio.

Ainda de acordo com o dirigente, o técnico Fábio Carille e seus auxiliares não têm contato com Ronaldo.

- É mais com o Andrés. Comigo, às vezes.

A gestão Andrés, que assumiu o Corinthians após a eleição do dia 3 de fevereiro, já contratou nove jogadores. Marllon, Sidcley, Ralf, Matheus Matias, Roger, Thiaguinho e Bruno Xavier treinam com o elenco. Fessin chegará nesta semana, enquanto Mosquito assinou um pré-contrato (tem vínculo com o Coritiba até setembro).

Desde o lançamento da candidatura, Andrés falava que Ronaldo ficaria "mais perto" do Corinthians. Os dois são amigos, e o atual presidente foi o principal responsável pela contratação do Fenômeno em 2009.
  

















"Um pouquinho" catimbeiro, muito Corinthians: Romero faz autocrítica

À vontade, paraguaio fala sobre identificação com o clube, xenofobia e até as viagens pelo Brasil
Por Bruno Cassucci

09/05/201

De chinelo e bermuda, Romero chegou à vontade para a entrevista ao GloboEsporte.com no CT do Corinthians. Mas não era só na vestimenta que o paraguaio estava solto. Sem câmeras, luzes ou microfone na frente, apenas um gravador, o paraguaio falou com naturalidade sobre diferentes assuntos, de xenofobia às praias do Brasil que já conheceu.   

Franco ao fazer um fazer uma autocrítica, Romero disse não se ver como um ídolo do Corinthians, mas ressaltou que soube entender a identidade do clube, algo que muitos (talvez até melhor do que ele) não conseguiram.   




 



Romero, 25 anos, joga no Corinthians desde 2014 (Foto: GloboEsporte.com)   


    Em pouco mais de meia hora de co nversa, o paraguaio admitiu ser um "um pouquinho" catimbeiro e brincou com a saudade de estar na capa dos jornais às segundas-feiras. Confira abaixo a entrevista:  



GloboEsporte.com: Após igualar Rincón como o estrangeiro com mais títulos pelo Corinthians, tornar-se o estrangeiro com mais jogos no clube e ser o artilheiro da Arena, você se considera ídolo do Corinthians?


Romero: Não. Ainda não vejo isso. Ainda não me vejo como ídolo, mas falo que sou importante para o Corinthians. Sou um jogador que sempre honro a camisa do Corinthians, sempre fico trabalhando para melhorar, trato de estar 100% nos jogos e treinos. Você vai ver que, graças a Deus, eu quase nunca fico no departamento médico. Acho que sou um cara importante, sim, mas ídolo não. Ídolos são os caras que ganharam muitos títulos. Eu já estou há muito tempo, vai fazer quatro anos, mas não me considero ídolo. 


Você diz isso para não soar arrogante ou entende que há pré-requisitos para ser ídolo que você ainda não tem?


– Ainda falta. Você pode chamar de ídolo o Cássio, o Danilo e o Sheik, que ganharam coisas importantes, Mundial, Libertadores... A torcida lembra deles nos momentos especiais do clube, como a vitória contra o Boca, os clássicos. Isso é ser ídolo. E também ficar muito tempo no clube. 


Para ser ídolo, você precisaria de títulos mais importantes, é isso?


– Sim, você tem que ganhar no mínimo a Libertadores, o Mundial... E é importante fazer gol nos clássicos. Estou falando de jogadores atuais. Mas tem vários jogadores antigos, como o Gamarra, que ficou pouco tempo no Corinthians, mas era um ídolo do clube e foi importante para aquele Brasileiro que ele ganhou. Todo mundo lembra dele. 




O zagueiro paraguaio Gamarra foi campeão mundial em 2000 (Foto: Marcelo Braga)


Na sua última resposta você falou sobre a importância dos clássicos. E você tem sido personagem dos últimos jogos contra rivais, tanto com gols como com polêmicas. São jogos em que você entra diferente?


– Estas partidas são importantes não só no Brasil. No Paraguai também era. Se você faz gol ou é importante, fica marcado. É um campeonato à parte. Graças a Deus já fiz seis gols em clássicos. Por isso me considero importante. 


Percebe que isso vai aumentando a antipatia dos torcedores rivais por você? 


– Sim, sim. Isso é normal. Você joga contra o rival de sempre. Se o jogador faz um gol ou uma gracinha, você fica com raiva dele. Nos clássicos, trato de fazer o meu melhor para o Corinthians. Sempre fico muito concentrado na véspera dos jogos, é uma preparação diferente, pelo clima que é gerado. 


Você se considera um jogador catimbeiro?


(risos) Um pouquinho. Às vezes até exagero um pouquinho. Aqui no Brasil não estão acostumados com jogador assim. São mais técnicos, gostam de jogar. Não sou só eu, se você ver outros estrangeiros que jogam no Brasil, a cultura é diferente. Contra o Independiente, da Argentina, demoraram quanto tempo para cobrar os tiros de meta? A cultura sul-americana é assim, mas o Brasileiro é diferente, é difícil ser catimbeiro. Às vezes tenta, mas nem sabe fazer, não engana ninguém. Acho que às vezes eu passo do ponto também. Sempre falo que vou melhorar isso. Tudo tem momento. É minha característica fazer isso, mas aqui no Corinthians é difícil ser reconhecido por catimbar, no Brasil é diferente a cultura, essas coisas não têm espaço. 


Qual é o seu clássico inesquecível?

– Corinthians . Pela importância na minha carreira aqui no Corinthians.


 



Corinthians 6 x 1sp  pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro 



Mais do que o da selfie contra o Palmeiras, ano passado, ou a final do Paulistão deste ano?


– Os do Palmeiras ficaram marcados também. Mas, para a minha carreira aqui no Corinthians, aquele jogo contra o São Paulo foi muito importante. Ali percebi que podia fazer mais aqui no clube. Sentia que estava devendo algo para a torcida. Esse jogo me deu uma confiança a mais para continuar nessa caminhada aqui. 



Recentemente você deu uma entrevista falando que poderia ficar no Corinthians para sempre, mas mencionou "outros objetivos e metas", que poderiam te tirar do clube. Quais são?


– Antes de vir para cá, minha primeira meta era jogar na Europa. Era meu sonho, falava sempre com a minha família. Também era o sonho do meu irmão. Eu sai do Paraguai para isso. Vim para o Corinthians e não sabia como era. E é diferente. Você vive momentos muito bons, com a torcida, o grupo é maravilhoso, as famílias são amigas, você treina tranquilo. Sempre que minha família vem ao Brasil, eles ficam felizes. É perto também do meu país, dá para ir e voltar. Por isso estou muito bem aqui, contente. Se fosse por mim, jogaria para sempre aqui, mas ainda tenho o sonho de jogar na Europa um dia. Se acontecer, será bem-vindo. Mas, se não, quero continuar. Se o Corinthians me quiser, é claro. Ganhar títulos pelo Corinthians não tem preço. Em nenhum clube você vai ter essa alegria, é totalmente diferente. Graças a Deus conquistei quatro, e cada título foi muito especial. 



Cada título veio numa fase diferente da sua carreira. Há algum mais importante?


– Em 2015 foi uma conquista muito boa, porque o time era bom, o grupo era unido, de experiência, com um treinador muito bom. Foi especial porque eu estava chegando, foi meu primeiro título. Já em 2017, ninguém acreditava e ganhamos Paulista e Brasileiro, com um elenco menor. E o desse ano não tem explicação. Acho que nunca mais vai acontecer na minha carreira de ganhar um título no estádio do rival. E da maneira que foi, perdendo o primeiro jogo, tendo que ir lá e ganhar, com a festa preparada para eles, vencendo nos pênaltis... Acreditamos até o fim. 







Como acha que o torcedor irá lembrar de você no futuro?


– Primeiro vou ser lembrado como o jogador estrangeiro com mais jogos. Vai ficar essa marca no Corinthians, não tem como esquecer. Sempre que vier um jogador estrangeiro, ele vai querer superar essa marca. E eu acho que vou ser lembrado por ser um jogador que entendeu o que é jogar no Corinthians. Porque tem muitos jogadores em outros clubes que rendem muito, mas vêm aqui e não dão essa continuidade. Não encaixa. É pela história do clube, que é diferente. Você tem que entender o Corinthians para jogar aqui. 



Você demorou?


– Sim, eu demorei. Vou ser sincero: não era dessa forma, de entrega, de raça. Parece que sempre foi assim, né? Sempre fui um jogador de aplicação, entrega, mas não era minha maior qualidade. No Cerro Porteño eu jogava de segundo atacante, atrás do centroavante, era mais de fazer gols. Sempre falava com a minha família: no jornal da segunda-feira eu tenho de estar na capa, fazendo gols, comemorando gols. Graças a Deus, fiz 38 gols em 81 jogos lá no Cerro, fiz muitos gols, porque era atacante, não era aquele cara de marcar. Até meu irmão e o Arce, que era meu treinador, ficam surpreendidos. Ele pedia para eu descer com um volante, ajudar a marcar... mas eu não fazia. 




– O Arce até falou para mim quando era técnico da seleção: "Poxa, Romero, você não era assim, cara. Por que agora você tá fazendo isso." E eu expliquei que no Corinthians é diferente, entendi que você tem que correr, dar raça, carrinho, voltar para marcar. E também mudei minha posição, agora estou jogando nas beiradas, onde preciso marcar o lateral.


Te incomoda estar menos vezes nas capas dos jornais e sites depois dos jogos?


– Então... Às vezes, sim! Mas penso: estou ajudando o time do jeito que estão precisando. Mas também penso: preciso estar na capa também. Fico puto quando o Rodriguinho sai (risos). É mentira, é mentira. Mas se o Corinthians ganha, eu fico feliz. Estou fazendo meu trabalho, o Carille está gostando e estamos conquistando títulos. 










Você é o artilheiro da Arena Corinthians, mas neste ano ainda não marcou no estádio. Isso te cria uma pressão?


– Sim, eu quero aumentar meus gols lá. Para mim, é muito importante. Não sei se para o clube e para a imprensa é, mas eu quero deixar essa marca até deixar o Corinthians. Tomara que nunca! (risos) Mas algum dia vai ser superado. Não falo que vou deixar para sempre, mas quero deixar até ir embora. A arena é muito nova, vão vir muitos jogadores, centroavantes que ficarão muito tempo no clube. O Jô fez 17 gols. 




O Jadson está colado em você também...


– Jadson fez 20. Eu tô ligado. Quando dei o passe para ele (contra o Independiente), logo me arrependi (risos). Não, não, mentira. Fico feliz pelo Jadson também, é um meia que faz gols. Para o centroavante é mais fácil. 







Romero concede entrevista exclusiva no CT alvinegro (Foto: Bruno Cassucci) 



Já são quase quatro anos desde a sua chegada ao Brasil. O que mais e menos gosta do País?


– Eu fico feliz aqui porque minha família está feliz, eles falam que em São Paulo as pessoas são muito educadas. Minha mulher vai para o shopping e as pessoas a tratam muito bem. É outra cultura. É legal ver que, mesmo sendo estrangeiro e não falando português, as pessoas são atenciosas, se esforçam para entender o espanhol... Quando estou com ela, é mais ainda, por eu ser conhecido. Isso me deixa tranquilo, confortável, fico de boa trabalhando. Se minha família está bem, estou bem, seja no Brasil ou no Iraque. 


E o pior?


– Talvez o trânsito, que é um pouco chato. Mas já acostumei. 


E a comida?


– Também gosto, é muito bom. No Paraguai não tem tantas opções como aqui. Se dependesse da minha mulher também a gente não saia daqui. Ela brinca que eu posso sair, mas ela vai ficar. 


E você tem conseguido aproveitar São Paulo?


– Sim, a gente gosta de sair. Quando minha família vem do Paraguai, a gente sai muito, quer conhecer lugares, o interior de São Paulo, viajar... É complicado pegar folga. Aliás, isso é outro defeito, o calendário do futebol brasileiro. Você não tem muito tempo de recuperação, às vezes tem de jogar com dores. 



Quais viagens por aqui você já fez?


– A última, depois do título paulista, foi para Porto Feliz, numa fazenda. Fui também para Ilha Bela, Natal, Fortaleza, Rio... Gosto de conhecer lugares assim. Quando estava no Paraguai, falava que queria conhecer as praias do Brasil. Já que estou aqui, tenho que aproveitar. Em São Paulo conheço tudo: Santos, Guarujá, Ubatuba, tudo, tudo que você falar eu conheço. 



Gosta mais de praia ou interior?


– Os dois, mas estou mais tranquilo, discreto, gosto de ficar de boa, em lugares com pouca gente. E essa fazenda em Porto Feliz é legal, mais tranquila. 



Ao falar das melhores coisas do Brasil, você falou sobre o tratamento que recebe e o acolhimento à sua família. Para que fique claro: quando você reclamou de comentários xenofóbicos em relação a você, era especificamente sobre a imprensa? Não há isso entre torcedores de outros times ou mesmo do Corinthians?


– Eu não estava falando pelo povo, o Brasil inteiro, estava falando exclusivamente para alguns setores da imprensa, que misturam as coisas, julgam o futebol pela nacionalidade do cara. Isso me incomoda muito. 


Ainda te incomoda?


– Depois daquele episódio em que eu falei, não escutei mais. A imprensa pode me criticar como quiser, me chamar de ruim, dizer que não sei chutar uma bola... Mas tem jornalista que critica ou menospreza porque sou estrangeiro. Por ser paraguaio, o jogador tem que ser igual ao Neymar aqui no Brasil. E acho que não é dessa forma. Eu não fui contratado para ser o cara do Corinthians todos os anos, mas para ajudar. Trato de fazer o meu trabalho e ajudar o clube como necessário. É muito legal quando isso é reconhecido. Há setores, pouquinhos, mas tem, que reconhecem e respeitam o trabalho. Não é falar que eu sou muito bom, mas respeitar minha nacionalidade e meu futebol. Foi o que pedi naquele dia. 


Quando você deu aquela entrevista, já estava engasgado com o assunto? Ou 


– Eu fiquei um ano sem falar. Aí disse para o Dênis (assessor de imprensa) que voltaria a falar. Numa zona mista, um repórter me perguntou por que fiquei um ano sem dar entrevista, e eu respondi que contaria no momento certo. Eu ia falar que estava incomodado com o preconceito e tudo isso. Aí cometi o erro de falar do Santos, que se entendeu mal, pois falei do jogo e não da história do Santos. Muitos setores da imprensa ficaram incomodados, falaram: "Quem é esse paraguaio aí que vem falar aqui, o Santos tem mais títulos que o Paraguai", coisas que não têm a ver. Aí aproveitei o momento para falar, achei que era o momento. Pensei muito num dia antes com minha mulher o que eu iria falar. Perguntei para ela se estava bem. O Dênis não sabia o que eu iria falar. Ele me perguntou e eu só falei: "Você vai ver na hora". Nem o Balbuena sabia. 


Outros jogadores estrangeiros te procuraram depois daquilo?


– Sim, outros paraguaios que jogam aqui, Gatito mandou mensagem perguntando... Ninguém quer falar isso. Eu escutei também que outros jogadores que vieram jogar aqui nunca falaram isso. Mas eu tenho uma matéria, o Arce me mandou uma foto de uma reportagem em que ele aparece se queixando do preconceito. Por que eu iria falar isso do nada? Tem que ter um motivo, e eu tinha encontrado muitos. Aquele negócio que falei, do Edmundo, é verdade. Estava assistindo com minha mulher e fiquei incomodado com o que ele falou. Nem era de mim, era de outro jogador, mas sou paraguaio. 


– Fico alterado, nervoso quando falam do meu país. Tenho muito orgulho do Paraguai, não vou permitir que façam isso.

O debate sobre a xenofobia é muito válido, mas você não acha que poderia ter falado aquilo em outro momento? Porque muita gente confundiu seu desabafo com o episódio em que você chamou o Santos de pequeno.

– Eu sabia que isso podia acontecer, até perguntei para a minha mulher se era o momento ideal. Ela falou: "Se você quer, vai e fala. Só você sabe o momento ideal."