14 de fev de 2017

CORINTHIANS 14/02/2017


Corinthians tenta retomar confiança da torcida contra o Novorizontino

Tomás Rosolino


14/02/2017 20:01:53

O Corinthians volta a campo nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o Novorizontino, na Arena Corinthians, pela terceira rodada do Estadual.

“Temos um grupo de qualidade, sabemos que são três jogos importantíssimos para o campeonato. Mas a equipe é experiente e forte, tem qualidade. Vamos brigar. Primeiro, pensando no Novorizontino. Vai ser um jogo complicado dentro de casa. Vamos trabalhar bastante e pressionar do começo ao fim”, afirmou o volante Gabriel, lembrando da sequência posterior ao embate: Audax, na casa do adversário, e o Derby, como mandante.

O volante, por sinal, tem vaga garantida no meio-campo, setor mais modificado pelo técnico Fábio Carille para a partida. Sem Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel, ambos com desconforto muscular na coxa, o treinador promoverá a entrada de Romero no lado direito do ataque, mantendo Marlone pela esquerda. Será a tentativa de dar mais velocidade à equipe, atualmente última colocada do Grupo A.

“O grupo está bem embolado. O Corinthians entra sempre para ganhar. Vamos ter de buscar esse equilíbrio, com conversa e treinamentos. Quarta temos uma oportunidade importante para mostrar e trazer o torcedor novamente. Sabemos que, quando a torcida está junto, o time fica ainda mais forte”, continuou Gabriel.


FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS X novoriz
Paulistão 3º rodada
Local: Arena Corinthians
Data: 14 de fevereiro de 2017, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Arb: Flavio Rodrigues de Souza, Eduardo Vequi Marciano e Risser Jarussi Corrêa

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel,  Fellipe Bastos, 
Romero, Rodriguinho e Marlone; Jô
Técnico: Fábio Carille

novoriz.: Tom; Moacir, Guilherme Teixeira, Domingues e João Lucas; Éder, Henrique Santos e Fernando Gabriel; Roberto, Alexandro e Cléo Silva Técnico: Jùnior Rocha

















CORINTHIANS TENTA CONTRATAR CENTROAVANTE NICO LOPEZ junto ao interrs e oferece 2 jogadores em troca em lista de 5 nomes.







Corinthians fecha preparação para jogo contra Novorizontino pelo Paulistão Itaipava

Time titular deve ter uma mudança em relação à partida passada; técnico Fabio Carille relacionou 21 atletas para o confronto


19h00 14/02/2017 - Agência Corinthians






© Daniel Augusto Jr/Agencia Corinthians


O Corinthians encerrou os treinamentos para o jogo contra o Novorizontino pela terceira rodada do Paulistão Itaipava na tarde desta terça-feira (14) no CT Dr. Joaquim Grava. Na última atividade antes do confronto, o técnico Fabio Carille indicou a formação titular do Timão com uma mudança

Romero deve atuar na linha de 4 do meio de campo no lugar de Marquinhos Gabriel. O restante da equipe segue igual: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel; Fellipe Bastos, Rodriguinho, 
Romero e Marlone; Jô. Carille relacionou 21 jogadores para o duelo, incluindo Léo Jabá, que voltou da disputa do Sul-Americano Sub-20 com a Seleção Brasileira.

O confronto entre Corinthians e Novorizontino acontecerá na Arena Corinthians nesta quarta-feira (15), às 19h30.

Lista de relacionados do Corinthians:

Goleiros: Caíque França e Cássio

Zagueiros: Balbuena, Pablo, Pedro Henrique e Vilson

Laterais direito: Fagner, Léo Príncipe 


Lateral esquerdo: Moisés

Volantes: Camacho, Fellipe Bastos, Gabriel, Marciel e Paulo Roberto

Meias: Guilherme, Marlone e Rodriguinho

Atacantes: Jô, Kazim, Léo Jabá e Romero







Romero se diz acostumado à pressão e que Timão está ‘’no caminho certo’’

Atacante paraguaio deve voltar a ser titular no jogo contra o Novorizontino nesta quarta-feira (15), na Arena Corinthians, às 19h30


19h00 14/02/2017 - Agência Corinthians






© Daniel Augusto Jr/Agencia Corinthians


O Corinthians fez o último treino antes do jogo contra o Novorizontino pela terceira rodada do Paulistão Itaipava na tarde desta terça-feira (14). Um dos entrevistados pela imprensa no dia no CT Dr. Joaquim Grava foi o atacante Romero, que deve ser escalado como titular no confronto que acontecerá nesta quarta-feira (15) na Arena Corinthians, às 19h30. O paraguaio se disse tranquilo com a pressão por resultados e com o andamento do trabalho do elenco alvinegro no início da temporada 2017.

"Aqui sempre tem pressão, no início, no fim, sempre tem muita pressão. Estamos acostumados a isso. Fomos derrotados no sábado, no meu pensamento não foi um jogo ruim, tentamos fazer o gol no primeiro tempo. Se a bola do Jô entrasse, seria outra cara para o jogo. Estamos no caminho certo. Foi um tropeço, mas vamos tentar ganhar amanhã", declarou o camisa 11, que deve voltar a ser titular após começar entre os 11 iniciais no primeiro jogo do ano, contra o Vasco pela Florida Cup.

“Estou muito bem, como sempre. Tratar de aproveitar a oportunidade. Nas vezes que tenho a chance, sempre vou fazer meu melhor, como sempre fiz. Seja de titular ou entrando no segundo tempo. A oportunidade chegou, vou tratar de aproveitar. Ano passado, joguei muitas partidas e fui artilheiro do time. Agora, posso entrar e fazer gol novamente", concluiu.







Fagner pede tranquilidade ao Corinthians: ‘’Que a gente possa corrigir os erros’’

De acordo com o lateral do Corinthians, equipe alvinegra está evoluindo todos os dias e que conseguirá retomar o melhor futebol


18h55 14/02/2017 - Agência Corinthians






© Daniel Augusto Jr/Agencia Corinthians


O Corinthians fez o último treino antes do jogo contra o Novorizontino pela terceira rodada do Paulistão Itaipava na tarde desta terça-feira (14). Fagner foi um dos entrevistados pela imprensa do dia e falou sobre o que o Timão tem de fazer no confronto que acontecerá nesta quarta-feira (15) na Arena Corinthians, às 19h30. É a oportunidade do Alvinegro para se recuperar da derrota para o Santo André na partida passada.

“Jogo importante para que a gente possa corrigir os erros que tivemos e ter um pouco mais de tranquilidade no último terço de campo. Quando tiver a oportunidade, finalizar e concluir bem, e fazer o resultado dentro de casa”, afirmou o lateral direito no CT Dr. Joaquim Grava.

O camisa 23 ainda falou sobre a pressão que uma equipe como o Corinthians sofre. Fagner destacou que, internamente, há a avaliação de que o desempenho do time está melhorando a cada partida.

"Sabemos que, em um clube grande como o Corinthians, a exigência é sempre muito grande. Procuramos trabalhar e evoluir todos os dias, fazer o melhor. Tenho certeza de que a evolução está sendo vista por nós e por quem vê nosso dia a dia. Espero que, jogo a jogo, a gente consiga retomar nosso melhor futebol", concluiu o lateral.






4/02/2017 19h06

Timão leva 21 jogadores para a partida contra o Novorizontino;
Léo Jabá é a novidade no grupo após retornar do Sul-Americano sub-20


Por Diego Ribeiro e Marcelo Braga


Léo Jabá durante treino do Timão no CT (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)

O Corinthians tem 21 jogadores 
relacionados pelo técnico Fábio Carille  para a partida contra o Novorizontino, nesta quarta-feira, às 19h30, na Arena Corinthians, pelo Campeonato Paulista. A grande novidade é a presença do atacante Léo Jabá na lista.

O atacante retornou da disputa do Sul-Americano sub-20 com a seleção brasileira e já foi chamado pelo treinador para fazer parte do grupo. Os outros três que estavam convocados – Léo, Maycon e Guilherme Arana – continuam fora.

Marquinhos Gabriel, com um desconforto na coxa esquerda, e Giovanni Augusto, com dores na coxa direita, foram vetados pelo departamento médico e sequer ficam no banco de reservas.


Veja a lista de relacionados do Corinthians para a partida:


Goleiros:  Cássio e 
Caíque 
Laterais direito: Fagner e Léo Príncipe 

Zagueiros: Balbuena, Pablo, Pedro Henrique e Vilson 
Lateral esquerdo: Moisés 
Volantes: Camacho, Fellipe Bastos, Gabriel, Marciel e Paulo Roberto
Meio-campistas: 
Marlone, Rodriguinho e Guilherme 
Atacantes:  Romero, Jô, Kazim e Léo Jabá 

Veja as informações do Corinthians para a partida:

Próximo adversário: Novorizontino
Local: Arena Corinthians, em São Paulo
Data e horário: quarta-feira, 19h30 (de Brasília)
Escalação provável: Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel; Fellipe Bastos, 
Romero, Rodriguinho e Marlone; Jô
Desfalques: Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza apita, auxiliado por Eduardo Vequi Marciano e Risser Jarussi Corrêa
Transmissão: Premiere, Premiere HD e PFCI













14/02/2017 19h04

Fagner treina cobranças de faltas e se coloca como opção no Corinthians
Lateral trabalha o fundamento e tem desempenho superior ao de Fellipe Bastos, que se especializou em faltas ao longo da carreira: "Importante estar como opção"


Por Diego Ribeiro e Marcelo Braga

Fagner é mais uma opção nas faltas para o Corinthians (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

O Corinthians versão 2017 ganhou força nas bolas paradas com a chegada de Fellipe Bastos e, nas próximas semanas, terá ainda mais qualidade neste quesito quando Jadson estrear. Só que um outro jogador do elenco vem se aperfeiçoando nas cobranças de faltas centrais: o lateral Fagner.

No fim do treino desta terça-feira, o jogador arriscou 16 cobranças contra o gol defendido pelo jovem Diego, tendo um bom aproveitamento: sete gols e três na trave. O desempenho foi superior ao de Bastos, especialista no fundamento, que fez só dois gols.

– Há um tempo eu venho treinando. É importante estar como opção. Jadson e Fellipe Bastos têm qualidade e eu treino para poder ajudar também – disse o meia, em coletiva.


Na vitória por 1 a 0 contra a Caldense, pela Copa do Brasil, Fagner chegou a bater uma falta com perigo.














14/02/2017 18h31

Alvo de "batismo", caçula do Timão aparece no CT com novo visual
Pedrinho, de 18 anos, sofre com brincadeiras em seus primeiros dias no profissional. Com cabelo raspado, ele entrega: “Cristian e Vilson fizeram isso, tem que respeitar”


Por Diego Ribeiro



Só no estilo! Pedrinho recebeu trote por ter subido das divisões de base do Corinthians (Foto: Marcelo Braga)

Recém-promovido à equipe profissional do Corinthians, o atacante Pedrinho não teve sossego em seus primeiros dias no CT Joaquim Grava. Um dos destaques do Corinthians decacampeão da copinha jrs, em janeiro, ele apareceu no treino desta terça-feira com um novo visual.

Alvo de brincadeiras do elenco, Pedrinho teve seu cabelo quase todo raspado. Apenas uma faixa foi preservada, deixando o penteado ainda mais peculiar. Questionado após o treino sobre os autores do corte, ele entregou:


– Cristian e Vilson fizeram isso. Tem que respeitar (risos).


Aos 18 anos, Pedrinho é a cara nova do elenco do Corinthians em 2017. Ele foi promovido ao lado do volante Guilherme Mantuan e do atacante Carlinhos, que jogaram a Copinha, mas já treinavam entre os profissionais na temporada passada.


– Foi proposital. Não participei, mas ele é feio, né? Não tem o que fazer, não tem para onde correr. Mas é bom, é um trotezinho (risos) – brincou o lateral Fagner


Só a tirinha: Pedrinho treinou com somente uma faixa de cabelo (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

Nenhum deles está inscrito no Campeonato Paulista, pois o torneio tem limite de inscrição. Carlinhos, inclusive, vai passar por cirurgia nesta quarta-feira por causa de uma pubalgia. Ele deve ficar fora dos treinos por cerca de dois meses.

Léo Jabá brinca com Pedrinho na saída de campo no CT Joaquim Grava nesta quarta (Foto: Marcelo Braga)





Atacante corinthiano Romero retruca imprenas mal educada: "Fui artilheiro de 2016 e isso significa muito"



Romero durante treino do Timão no CT (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)

De volta ao time titular do Corinthians, o atacante Romero falou firme na entrevista coletiva desta terça-feira, na véspera do jogo diante do Novorizontino, às 19h30, na Arena Corinthians, pelo Campeonato Paulista.

Em defesa do elenco, o atacante paraguaio questionou quem aponta o Timão como a quarta força do estado. Ao ser perguntado sobre a sua condição na equipe, ofendeu-se e pediu respeito.

– Quem diz isso (que o Corinthians é a quarta força)? Muitas pessoas falam que têm o melhor time, o melhor treinador. Temos de crescer a cada dia, temos jogos difíceis. Novorizontino, Audax... Vamos tentar melhorar a cada dia para mostrar àqueles que acham nosso time fraco – afirmou.

– Sempre trato de melhorar a cada dia. Agora chegou novamente a oportunidade. Não sei quem fala que sou o atacante mais fraco que tem no Corinthians... – disse


– É a mesma coisa. É falta de respeito isso, porque todo mundo aqui é igual, ninguém é mais do que ninguém. Todo mundo está aqui por algum motivo. Fui artilheiro ano passado, e isso significa muito para mim – disse ele, que fez 15 gols pelo Timão em 2016 e que já tem 16 na arena.






14/02/2017 18h50
Em recuperação física, meia Jadson treina com reservas do Timão
Meia participa de atividade completa com bola nesta terça e mostra evolução física. Retorno aos gramados terá prazo definido depois de mais uma semana de treinos em 2 períodos

Por Diego Ribeiro e Marcelo Braga


Jadson conversa com fisiologista do clube: retorno cada vez mais próximo (Foto: Marcelo Braga)

A evolução física de Jadson tem surpreendido a comissão técnica do Corinthians durante a semana. Nesta terça-feira, o meia participou pela primeira vez de uma atividade completa com bola, não reclamou de dores ou cansaço e aumentou a expectativa por sua reestreia pelo clube.

O Corinthians mantém a cautela ao fazer previsões sobre a volta de Jadson, mas, inicialmente, ele teria mais três semanas de treinos até ficar à disposição da equipe. Mesmo assim, o meia acredita que pode jogar antes.

Depois do aquecimento com todo o elenco, Jadson participou de um treino técnico em campo reduzido com os reservas. Os titulares, em outro espaço do CT, faziam uma atividade tática de preparação para o jogo contra o Novorizontino, nesta quarta-feira, na Arena.

Bastante acionado, Jadson mostrou a tradicional qualidade no passe, armou jogadas e, mesmo sob sol forte, correu muito. Depois do treino, conversou com o fisiologista Antônio Carlos Fedato Filho. O meia deve passar o resto da semana trabalhando em dois períodos.

O novo camisa 77 do Timão deve ser inscrito no Campeonato Paulista assim que tiver condições de jogo. Ele vai passar mais uma semana treinando em dois períodos antes de ter uma previsão mais real sobre sua data de retorno.

Jadson não joga desde outubro, quando encerrou sua passagem pelo Tianjin Quanjian, da China. Neste sábado, ele foi apresentado à torcida antes do jogo contra o Santo André, na Arena.






14/02/2017 18h27

Quarteto da Seleção sub-20 volta ao Corinthians; elenco chega a 40 nomes
Maycon, Guilherme Arana e Léo Santos retornam, mas não participam ainda dos treinos com bola. Léo Jabá deve ficar no banco


Por Diego Ribeiro e Marcelo Braga

O elenco do Corinthians recebeu o reforço de quatro jogadores que participaram da campanha da seleção brasileira sub-20 no Sul-Americano da categoria, no Equador.


Crias da base alvinegra, o zagueiro Léo, o volante Maycon, o lateral-esquerdo Guilherme Arana e o atacante Léo Jabá se juntaram aos companheiros nesta terça-feira.

Léo, Guilherme Arana e Maycon voltaram ao Corinthians nesta terça (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

Utilizado com menos frequência na seleção, Léo Jabá está na lista de relacionados para o jogo do Corinthians contra o Novorizontino, quarta-feira, às 19h30, na Arena Corinthians. Por conta disso, participou de todo o treino técnico com os reservas do Timão, inclusive Jadson. Os outros três jovens jogadores apenas correram em volta do gramado e fizeram academia.


Com os quatro, o elenco alvinegro chega a 40 jogadores atualmente, sendo 17 deles crias da base, contabilizando o lateral-direito Fagner e o atacante Jô, que chegaram a sair do Timão e retornaram mais experientes.

Veja a lista
GOLEIROS: Cássio, Walter, Matheus Vidotto, Caíque e Diego
LATERAIS: Fagner,Léo Príncipe 
LATERAIS ESQUERDO: Moisés e Guilherme Arana
ZAGUEIROS: Vilson, Balbuena, Pablo, Pedro Henrique e Léo
VOLANTES: Cristian, Gabriel, Paulo Roberto, Fellipe Bastos, Camacho, Marciel, Maycon, Warian e Mantuan
MEIAS:  Rodriguinho, Marlone, 
Danilo, Jadson, Guilherme, Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel, Rodrigo Figueiredo e Pedrinho
ATACANTES:  Jô, Romero, Kazim, Luidy, Mendoza, Bruno Paulo, Carlinhos e Léo Jabá




Com essas respostas, vamos ficando por aqui. Amanhã tem Corinthians x Novorizontino.

Fim da entrevista coletiva do lateral Fagner. Fim das atividades no CT Joaquim Grava.
Fagner tem sua opinião: "Vou ser sincero. Cada um tem sua opinião e pode falar aquilo que bem entende. Sabemos da força da camisa do Corinthians. Para um jogador vir para cá, tem de ter competência. Em 2015, quando alguns jogadores saíram, diziam que brigávamos para não cair. Deixo eles com a opinião deles, vamos responder da melhor maneira".


Por que o Corinthians não faz gol de falta há tanto tempo? Fagner diz: "É difícil falar, a gente não sabe também os números desses 19 meses. Quantas faltas tivemos, com proximidade do gol... Tenho certeza de que com tranquilidade, trabalhando bastante, as coisas voltam ao normal".

Fagner é questionado sobre cobranças de faltas: "A gente treina... Há um tempo já treino, na época tinha o Jadson, depois não acabava tendo muitas faltas no jogo. É importante treinar e estar como opção. O treinamento é mais para aperfeiçoar. Jadson e Fellipe Bastos têm qualidade, e eu treino para poder ajudar também".

Como escapar das zebras no Paulistão, Fagner? "Acho que o mais importante é você fazer um grande jogo, estar concentrado. Cometemos alguns erros que não podemos cometer. Buscamos corrigir com vídeos, conversas... São coisas que o grupo tem de refletir. O Fábio passou para todo mundo o que deveria ser corrigido. É buscar um grande jogo, uma boa vitória, e assim vamos readquirir a confiança".

"Essas cobranças, procuramos deixar isoladas para trabalhar bem nos jogos", completa Fagner.


O lateral é questionado sobre a falta de paciência de parte da "torcida" com o time: "Sabemos que num clube grande, como o Corinthians, a exigência é sempre muito grande. Procuramos trabalhar e evoluir todos os dias, fazer o melhor. Tenho certeza de que a evolução está sendo vista por nós e por quem vê nosso dia a dia. Espero que, jogo a jogo, a gente consiga retomar nosso melhor futebol".
"Tendo essa calma e trabalhando firme, tenho certeza de que os garotos estarão preparados para as oportunidades", completa Fagner.
Fagner é questionado sobre a base: "O profissional é diferente, a oportunidade aparece quando a gente menos espera. Tem de estar preparado todo dia, dia a dia, ir se preparando. Sei que é difícil para um garoto, mas é não ter essa ansiedade, achar que tem de ser agora. A oportunidade aparece quando você menos espera. É só ter um pouco de paciência, aprender no dia a dia e procurar evoluir".


Fagner é questionado sobre o novo visual de Pedrinho: "Foi proposital. Não participei, mas ele é feio, né? Não tem o que fazer, não tem para onde correr. Mas é bom, é um trotezinho (risos)".

Fagner fala em entrevista coletiva!



Fim da entrevista coletiva do atacante paraguaio. Daqui a pouco, Fagner na área.


"Gosto de jogar pela direita, nas vezes que joguei ali sempre fiz gol. É um jogo importante para mim, meu primeiro do ano, então vou tratar de fazer meu melhor e fazer gols, como costuma ser", diz Romero.

"Todo mundo merece ser titular, é um time muito forte, vamos disputar sempre as vagas no time. Vou brigar no ataque. Os caras da defesa vão brigar também. Então é isso, vamos fortalecer cada dia mais o time", completa Romero.

Romero, o que falta para ser titular? "Sempre trato de melhorar a cada dia. Agora chegou novamente a oportunidade. Não sei quem fala que sou o atacante mais fraco que tem no Corinthians... É falta de respeito isso, porque todo mundo aqui é igual, ninguém é mais do que ninguém. Todo mundo está aqui por algum motivo. Fui artilheiro ano passado, e isso significa muito para mim".

Está incomodado com as críticas? "Muitas pessoas falam que têm o melhor time, o melhor treinador. Temos de crescer a cada dia, temos jogos difíceis. Novorizontino, Audax... Vamos tentar melhorar a cada dia para mostrar para aqueles que acham nosso time fraco".

Fagner com alto aproveitamento nas faltas. Sete chutes, quatro gols e duas na trave! #trsccp



Romero é questionado sobre a chance de ser titular: "Estou muito bem, como sempre. Tratar de aproveitar a oportunidade. Nas vezes que tenho a chance, sempre vou fazer meu melhor, como sempre fiz. Seja de titular ou entrando no segundo tempo. A oportunidade chegou, vou tratar de aproveitar. Ano passado, joguei muitas partidas e fui artilheiro do time. Agora, posso entrar e fazer gol novamente".

"A filosofia sempre é a mesma, no início e no fim do jogo. As alterações que o treinador fez no segundo tempo fizeram outro jogo. Tivemos muitas chances de fazer o gol, mas a bola não queria entrar", diz Romero.

Romero responde sobre a pressão no início de temporada: "Aqui sempre tem pressão, no início, no final, sempre tem muita pressão. Estamos acostumados a isso. Fomos derrotados no sábado, no meu pensamento não foi um jogo ruim, tentamos fazer o gol no primeiro tempo. Se a bola do Jô entrasse, seria outra cara para o jogo. Estamos no caminho certo. Foi um tropeço, mas vamos tentar ganhar amanhã".

ATENÇÃO! Vai começar a entrevista coletiva de Romero.

Corinthians não deu previsão de recuperação de Marquinhos Gabriel, mas tendência é de que ele fique, no mínimo, duas semanas fora. #trsccp


Marquinhos Gabriel está fora do jogo por causa de um estiramento na coxa direita. Por isso, Romero joga. #trsccp

Titulares seguem treinando bolas paradas #trsccp
"por todos os ângulos pra você curtir". Pedrinho foi vítima de Vilson e Cristian #trsccp


Pedrinho: "Cristian e Vilson fizeram isso com meu cabelo. Tem que respeitar", ri o garoto. #trsccp




Jadson passa sua programação com o fisiologista Fedato #trsccp




Jadson deixa o campo. Meia participou de todo o treino com bola. #trsccp


Guilherme Arana, Maycon e Léo não treinaram com bola. Léo Jabá será relacionado #trsccp


Romero volta a ser titular em 2017



Jogadores rasparam hoje a cabeça do Pedrinho, mas deixaram uma curiosa faixa na cabeça dele #trsccp


Fagner e Romero serão os entrevistados do dia no CT Joaquim Grava. #trsccp












Corinthians escalado com uma alteração
O técnico Fábio Carille fez apenas uma mudança no Corinthians para enfrentar o Novorizontino, nesta quarta-feira, às 19h30, em Itaquera pelo Campeonato Paulista. Romero entra, sai Marquinhos Gabriel no ataque.

A formação é a seguinte: Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel;  Fellipe Bastos,
Romero, Rodriguinho e Marlone; Jô. 

Marlone se recuperou de um desconforto na coxa esquerda sentindo durante o segundo tempo no último sábado, e está confirmado. Ele treinou normalmente, nesta terça, no CT Joaquim Grava, e foi confirmado pelo técnico Fábio Carille.

Havia a possibilidade de o treinador mexer no meio de campo, o que não aconteceu. Fellipe Bastos não teve bom rendimento na rodada passada e corria o risco de perder o lugar para Camacho. Guilherme, que entrou no lugar do meio-campista diante do Ramalhão, permanece como opção no banco de reservas.

O mesmo acontece com o atacante Kazim. O turco teve bom rendimento no segundo tempo no último jogo atuando como centroavante, mas será alternativa novamente. Giovanni Augusto, em recuperação de dores na coxa direita, permanece fora.

Depois de disputar o Sul-Americano sub-20, o atacante Léo Jabá deve ser relacionado para a partida. Ele participou do treino com o elenco, enquanto os outros três jogadores que estavam com a seleção brasileira – Léo, Maycon e Guilherme Arana – apenas fizeram trabalhos físicos.



Fagner e Romero serão os entrevistados do dia no CT Joaquim Grava. #trsccp 17h18

Treino muito intenso dos titulares. Atenção especial, agora, é com as finalizações. Corinthians ainda erra muito no fundamento. #trsccp 17h
O foco agora é no lado esquerdo, com Moisés, Rodriguinho e Marlone. Fábio Carille pede maior aproximação do trio. #trsccp
Triangulações pela direita, com Fagner, Fellipe Bastos e Romero. O paraguaio aparece bastante na área para finalizar. #trsccp16h50

Carille dá atenção especial à saída de bola na defesa, com Balbuena, Pablo, Gabriel e Fellipe Bastos. #trsccp


Reservas do Corinthians, com Jadson, fazem treino técnico em outro campo. #trsccp



Carille ajusta o posicionamento dos 11 titulares. Treino de hoje também tem bonecos em campo. #trsccp

16h40


Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel; Fellipe Bastos, Rodriguinho, Romero e Marlone; Jô. #trsccp

Giovanni Augusto continua fora do time, com dores musculares na coxa. Está em tratamento no departamento médico. #trsccp

Apenas uma mudança em relação ao jogo contra o Santo André: Romero substitui Marquinhos Gabriel. #trsccp


Carille vai montar o time que enfrenta o Novorizontino. Marlone, recuperado de incômodo na coxa, está em campo. #trsccp

Jogadores do Corinthians no aquecimento. Pedrinho passou por "batismo" no profissional e teve o cabelo raspado. #trsccp




Léo, Maycon e Guilherme Arana apenas correm em volta do gramado. Não devem ficar à disposição. #trsccp

 16h10

Léo Jabá trabalha com o elenco e tem chances de ser relacionado para o jogo de amanhã. #trsccp

Os quatro corinthianos da seleção brasileira sub-20 estão de volta. Todos em campo. #trsccp

Corinthians em campo para o treino desta terça. Carille prepara o time que enfrenta o Novorizontino. #trsccp



Carlinhos vai passar por cirurgia nesta quarta-feira. Motivo: pubalgia.

Jadson corre em volta do gramado com Pedrinho e Mantuan. Carlinhos não treina hoje. #trsccp

Corinthians prorrogando contrato do volante canhoto Marciel

O volante Marciel, de 21 anos, está próximo de renovar o contrato com o Corinthians por mais quatro temporadas. Ele já tem um acordo encaminhado com a diretoria alvinegra para receber um aumento salarial e prorrogar o atual vínculo que vai até março de 2018. Marciel jogou improvisado na lateral esquerda na vitória e classifcação do Corinthians na copa do brasil por 1x0 sobre caldense em mg semana passada.




19h30 Corinthians x Novorizontino
Transmissão: Premiere, Premiere HD e PFCI (com Milton Leite e Mauricio Noriega)
















14/02/2017 12h45

Integrante da CT do Corinthians decacampeão da copinha jrs, auxiliar Coelho é o novo técnico da equipe sub-20 do Corinthians
Ele era auxiliar de Osmar Loss na campanha do Corinthians decacampeão da copinha


Por GloboEsporte.com

Dyego Coelho é o novo técnico da equipe sub-20 do Timão (Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians)

O Corinthians anunciou nesta terça-feira o ex-lateral-direito Dyego Coelho como novo técnico da equipe sub-20. Ele foi auxiliar de Osmar Loss na campanha que culminou com o Corinthians decacampeão da copinha e assume a vaga com a ida do treinador para o cargo de assiste do elenco profissional.

– Eu não poderia estar mais feliz, afinal, me formei como jogador e como homem no Corinthians. Não tenho dúvidas de que essa nova etapa é um dos maiores desafios da minha carreira, incluindo quando eu era jogador, mas também uma das grandes felicidades da minha vida – afirmou Coelho.

Como jogador, ele defendeu o Timão em 112 jogos, marcou 15 gols e cparticipou de dois títulos: Corithians campeão Paulista de 2003 e  Corinthians pentacampeão Brasileiro de 2005. Ao encerrar a trajetória como jogador em 2014, passou a trabalhar na captação do Centro de Excelência em Formação de Atletas do Corinthians.


Em seguida, Dyego Coelho foi assistente técnico do Flamengo de Guarulhos na Série A3 do Campeonato Paulista e assumiu a função de auxiliar da equipe sub-20 em 2015.




Dyego Coelho é novo técnico da equipe Sub-20 do Corinthians

Auxiliar técnico desde 2015, ex-lateral formado no Terrão terá a missão de comandar o Timão jrs e ajudar na formação de novos talentos


12h20 14/02/2017 - Agência Corinthians



© Divulgação


Ex-lateral direito formado nas categorias de base do Alvinegro, Dyego Coelho é o novo treinador da equipe Sub-20 do Corinthians. Auxiliar técnico de Osmar Loss na campanha do decacampeonato da Copinha jrs neste ano, Coelho assume justamente o lugar de Loss, que se tornou auxiliar técnico de Fabio Carille na equipe principal do Timão.

“Eu não poderia estar mais feliz, afinal, eu me formei como jogador e como homem no Corinthians”, disse o novo comandante do Sub-20. “Não tenho dúvidas de que essa nova etapa é um dos maiores desafios da minha carreira, incluindo quando eu era jogador, mas também uma das grandes felicidades da minha vida”, completou Coelho, que defendeu o Timão em 112 jogos, marcou 15 gols e integrou o Corinthians campeão Paulista de 2003 e o Corinthians Tetracampeão Brasileiro de 2005 – quando foi peça fundamental no fim da campanha do tetra, com dois gols nas duas últimas duas partidas.

Ao encerrar a trajetória como jogador em 2014, Coelho iniciou a carreira fora dos gramados trabalhando na captação do Centro de Excelência em Formação de Atletas do Corinthians. Depois, foi auxiliar técnico do Flamengo de Guarulhos – então parceiro do Alvinegro – durante a Série A3 do Paulistão daquele ano. Em 2015, tornou-se auxiliar técnico do Sub-20 do Timão após a campanha vencedora da Copinha – quando Osmar Loss foi comandar o Bragantino. Loss voltou em agosto e, no fim de 2015, veio o primeiro título da dupla: o Campeonato Paulista Sub-20
Em 2016, Coelho e Osmar levaram o Timão à final da Copinha de Futebol Júnior e do Brasileirão Sub-20. Durante o ano, Loss se ausentou da equipe em cinco partidas – em quatro, estava fazendo o curso da CBF para obter a licença A de treinadores, e em uma, foi expulso e cumpriu suspensão na partida seguinte – e Coelho deu conta do recado: quatro vitórias e um empate, 13 gols feitos e um sofrido. Também em 2016, o ex-lateral tirou a licença B de treinadores, em curso ministrado pela CBF.

Em janeiro de 2017, Coelho chegou à grande conquista da carreira como auxiliar técnico na Copinha. Com 100% de aproveitamento (nove jogos, nove vitórias, 30 gols marcados e sete gols sofridos), o Corinthians conquistou a taça da principal competição das categorias de base do Brasil pela 10ª vez na história.

O Corinthians sub 20 com Coelho no comando:

Paulistão Sub-20 – 11/06/2016 – Arena Barueri (Barueri )
Corinthians 6 x 0 Taubaté
Gols: Fabricio Oya (3x), Nathan e Lucas Amorim (2x)

Paulistão Sub-20 – 18/06/2016 – Estádio Nabi Abi Chedid (Bragança Paulista)
Bragantino 0 x 2 Corinthians
Gols: Fabricio Oya e Léo Jabá

Brasileirão Sub-20 – 22/06/2016 – Arena Barueri (Barueri)
Corinthians 1 x 0 Botafogo (RJ)
Gol: Lauder

Paulistão Sub-20 – 25/06/2016 – Arena Barueri (Barueri )
Corinthians 0 x 0 São José EC

Brasileirão Sub-20 – 09/07/2016 – Arena Alviazul (Lajeado – RS)
Grêmio 1 x 4 Corinthians
Gols: Rodrigo Figueiredo, Dawhan, Lauder e Renan Areias

Ficha técnica
Dyego Rocha Coelho

Nascimento: 22/03/1983 (capital paulista)
Formação: Corinthians

Corinthians (2003 a 2006 e 2008)

participou do Corinthians campeão Paulista: 2003 e tetraBrasileiro: 2005

Clubes como auxiliar técnico
Corinthians: 2015 a 2017

Títulos como auxiliar técnico
Integrou o Corinthians Campeonato Paulista Sub-20: 2015 e o Corinthians decacampeão da Copinha Futebol Júnior: 2017







Corinthians hoje
14/02 - Terça-feira
16h - Treino no CT Dr. Joaquim Grava






14/02/2017 11h14

Do PA, atacante Marquinhos, joia do Timão se espelha em Tevez

Autor de quatro gols na campanha do Corinthians decacampeão da copinha, Marquinhos curte um período de férias no Pará e aguarda definição de futuro no Corinthians

Por Gustavo Pêna

Marquinhos (Foto: Arquivo Pessoal)
De férias no Pará, Marquinhos curte a boa fase no sub-20 do Corinthians, quando integrou time decacampeão da copinha (Foto: Arquivo Pessoal)

É quase um clichê afirmar que a carreira de um jogador de futebol é construída em cima de dificuldades. Antes de chegar aos grandes clubes, os boleiros enfrentam muitos percalços. Motivos para desistir não faltam ao longo do caminho, mas aqueles que perseveram e não desistem em meio às desigualdades geralmente chegam ao sucesso. O atacante Marquinhos, um dos destaques do 10º título do Corinthians na Copinha, é um exemplo de atleta que driblou, literalmente, os obstáculos da bola antes de brilhar em um dos times de maior torcida do país.

Marquinhos é natural da cidade de Benevides, mas foi criado em Santa Isabel, distante 36 quilômetros de Belém. Com apenas 19 anos, tem muita história para contar. Revelado por uma equipe amadora, foi para o Castanhal, clube que hoje está na primeira divisão do Campeonato Paraense. Lá, ganhou uma oportunidade de treinar no Paysandu, onde ficou apenas quatro meses. A saudade da família e uma ajuda de custo – um “pouco” que faz a diferença para jovens jogadores das divisões de base – levaram o atacante a retornar para o interior.

Em 2011, veio aquela que seria a primeira grande oportunidade. Marcos Vinícius, o seu nome de batismo, passou 6 meses no s7os, mas um desentendimento com o empresário na época pôs fim à passagem. Um ano depois, de volta ao Pará e treinando novamente no Castanhal, esteve perto de realizar um sonho: jogar em um gigante da Europa, o Real Madrid. Entretanto, uma lesão atrapalhou os planos e Marquinhos quase desistiu da carreira.

– Um olheiro do Real Madrid pediu a indicação de um jogador ao Castanhal. Mandaram um DVD com os meus jogos e gostaram, eram as característica que eles queriam, chegaram a mandar a passagem para eu viajar a Madri, mas um dia antes quebrei o tornozelo em um treino rachão. O contrato seria de cinco anos... Ali em pensei em parar. Fiquei um bom período sem jogar futebol, desestimulado – lembra.

CHEGADA AO CORINTHIANS E AGRADECIMENTO A LOSS

Depois da decepção, o jogador, com 16 anos, foi atuar pelo Noroeste na A3 Paulista. Em seguida, se transferiu para a Portuguesa, conquistando o interesse do Corinthians em 2014. Com poucas partidas pelo sub-17, foi emprestado ao Flamengo de guarulhos, onde foi artilheiro. A partir dali, Osmar Loss, técnico do sub-20, pediu o retorno de Marquinhos.

– No Flamengo de guarulhos, cheguei a me perguntar o que eu fazia ali, mas coloquei na minha cabeça que aquele seria o meu ano. Trabalhei triplicado e, graças a Deus, terminei como um dos artilheiros do Paulista sub-20. O Osmar pediu a minha volta ao Corinthians, fiquei muito feliz quando soube. Gosto muito dele, pelas oportunidades e por ter me ajudado bastante a evoluir.

Marquinhos Corinthians 2x1 Coritiba Copinha (Foto: Agência Estado)

Atacante sonha com uma chance no elenco profissional do Corinthians (Foto: Agência Estado)



03 UM DOS DESTAQUE DO CORINTHIANS DECACAMPEÃO DA COPINHA
Marquinhos já disputou duas Copinhas pelo Corinthians, mas a última está guardada entre os momentos importantes do jogador. Além do título e dos quatro gols marcados, o atacante foi decisivo em duas partidas. Na terceira fase, marcou o gol decisivo no triunfo por 2 a 1 contra o Coritiba. Na final diante do Batatais, fez o segundo na vitória pelo mesmo placar.

– Eu vinha de uma sequência muito boa, de artilharia, e pensei que faria mais gols. Acabei contribuindo, também, com muitos passes, desarmes, coisa que eu me cobrava muito, e fui importante para a equipe nesse aspecto. Me destaquei nesses dois jogos, fiquei muito feliz. Me lembro que depois ligava para a minha mãe e ouvia a voz dela, dizia que estava conseguindo fazer tudo o que eu queria. A primeira partida (contra o Pinheiro-MA) também foi emocionante, pois vi a torcida corinthiana enchendo o estádio.

04 ÍDOLO CARLITOS TEVEZ E O FUTURO NO TIMÃO

Marquinhos (Foto: Arquivo Pessoal)(Foto: Arquivo Pessoal)

No Corinthians, Marquinhos tem como ídolo o argentino Carlitos Tevez, jogador que marcou época no clube entre 2005 e 2006. No atual elenco, ele se espelha em Giovanni Augusto, que também é paraense. Depois do destaque na Copinha, o atleta aguarda definição de seu futuro no Timão. Com contrato até o final de 2018, ele espera por uma oportunidade no elenco profissional liderado por Fábio Carille, o que pode ocorrer no Brasileirão.

– O Tevez passou pelo Corinthians e marcou pela garra, velocidade e drible, essas características se parecem muito com as minhas. Vejo o Giovanni Augusto e também quero chegar lá como ele. Seria um sonho subir para o profissional do Corinthians. Ficaria muito feliz em jogar ao lado dos caras que vejo pela televisão. Mas ainda não tem nada decidido. Retorno em março, vamos ver o que acontece. Acho que cumpri bem o meu papel no sub-20 e queria uma oportunidade no profissional, seja no Corinthians ou, quem sabe, emprestado para uma outra equipe.








Franquia do Corinthians já tem mais de 3 mil interessados em investir até R$ 600 mil
fabiosuzuki 13 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 22:20

Antes mesmo de entrar em operação, a rede de franquias do Corinthians voltada para o ramo de alimentos já tem mais de 3 mil interessados em investir até R$ 600 mil para abrir um dos modelos do estabelecimento. Administrada pela SportFood, a primeira unidade da rede será inaugurada em abril, com o pub em estilo inglês “St. Georges”, nome escolhido em referência a São Jorge, santo padroeiro do clube.

O grande interesse nas franquias do Corinthians surpreendeu Fernando Ferreira, sócio-fundador da SportFood.

– Pela crise do país, é um número incrível e superou as nossas expectativas – comentou.

Até 2020, o plano é que a rede do clube tenha 101 unidades variando em três tipos de estabelecimento: Express, que será voltado a espaços como Food Parks com franquia de cerca de R$ 250 mil; e lojas de shoppings e de rua, cujo valor pode chegar a R$ 600 mil.




Corinthians parabeniza Bruno Paulo pelos 27 anos de idade

Atacante contratado em 2016 estreou pelo Corinthians no último dia 01 de fevereiro, em amistoso contra a Ferroviária


10h15 14/02/2017 - Agência Corinthians






© Daniel Augusto Jr/Agencia Corinthians


Nesta terça-feira (14), Bruno Paulo faz aniversário. O atacante completa 27 anos de idade.
O atleta foi contratado pelo Corinthians e chegou ao clube do Parque São Jorge em maio de 2016.

Porém, Bruno Paulo passou por duas cirurgias desde então e só fez a primeira partida com o manto alvinegro no último dia 01 de fevereiro, em amistoso contra a Ferroviária.






Quarteto da Seleção Sub-20 volta ao Corinthians, e Léo Jabá deve ir para jogo




Guilherme Arana brigará com Moisés pela titularidade do Timão(Foto: Daniel Augusto Jr)



Maycon retorna ao Corinthians após empréstimo à Ponte Preta(Foto: Agência Corinthians)



Léo Jabá deve ser relacionado para a partida contra o Novorizontino ​(Foto: Daniel Augusto

14/02/2017 - 06:25


O técnico do Corinthians, Fabio Carille, ganha quatro reforços nesta terça-feira. O zagueiro Léo, o lateral-esquerdo Guilherme Arana, o volante Maycon e o atacante Léo Jabá, que estavam com a Seleção Sub-20 disputando o Sul-Americano da categoria no Equador, se reapresentarão no CT Joaquim Grava.

Devido à carência de atacantes no elenco, Léo Jabá deve ser relacionado para a partida contra o Novorizontino, nesta quarta-feira, na Arena . Ele ainda será avaliado pela comissão técnica, mas foi deixado de sobreaviso na última segunda-feira, quando voltou ao Brasil ao lado dos companheiros.

No último sábado, além do titular Jô, o Timão contava somente com Kazim e Romero. O turco pode até mesmo ser titular nesta quarta caso Marlone não se recupere de dores musculares na coxa esquerda.

A tendência é que os outros três garotos que estavam na Seleção sejam preservados da partida, já que atuam em posições com mais alternativas disponíveis no elenco alvinegro. Além disso, eles vinham como titulares na competição no Equador, enquanto Léo Jabá estava no banco.







































Confira entrevista a gaz esp do goleiro corinthiano Cássio., que integra time atual e já participou do Corinthians campeão da América e Bicampeão Mundial 2012, recopa sul am e paulista 2013 e Brasileiro 2015

“Ainda não cheguei ao auge”

Em entrevista exclusiva, Cássio conta que finalmente conheceu o seu pai, revela ter ficado tentado a se transferir para o Grêmio em 2016 e, em respeito à sua história, volta a pensar em ligação vitalícia com o Corinthians
Helder Júnior e Tomás Rosolino - 14 de fevereiro de 2017 07:50:45

Ainda vestido com o seu uniforme de treinos, o corpulento goleiro Cássio se esparramou em um sofá diante dos campos do CT Joaquim Grava e começou a falar sobre a sua trajetória no Corinthians com a mesma naturalidade com que tirava as luvas das mãos. Alguns dos assuntos abordados nesta entrevista exclusiva, contudo, eram tão penosos para o jogador quanto a sua última temporada.

Logo nos primeiros meses de 2016, já como um ídolo consagrado pelas conquistas da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes de 2012 na condição de protagonista, Cássio vivenciou um dilema. Recebeu uma proposta do Besiktas, da Turquia, e ficou tentado a seguir o exemplo da maioria dos seus companheiros na conquista do Campeonato Brasileiro de 2015 e aumentar a debandada “absurda”, como definiu, de atletas do Corinthians. A diretoria impediu a transferência, e o goleiro precisou recuperar o tempo perdido para entrar em forma.

Cássio sempre engordou com facilidade. O problema foi um dos motivos para ele ter perdido o status de titular do Corinthians para Walter, o que era inimaginável no passado, em mais de uma ocasião no último ano. Para piorar, lamentou ainda a morte da avó, Maria Luiza, enquanto escutava o preparador de goleiros Mauri Costa Lima indicar publicamente que preferia a escalação do seu colega.

Na conversa reproduzida abaixo, Cássio remoeu toda a sua temporada mais difícil a serviço do Corinthians. Admitiu que ficou em uma “situação meio chata” com Walter a partir do momento em que ambos se tornaram, de fato, concorrentes de posição. Contou como foi o seu pedido de desculpas a Mauri. E revelou que tinha uma oferta oficial para seguir para o Grêmio. Só não retornou ao clube que o revelou porque o presidente Roberto de Andrade novamente se recusou a negociá-lo.
Após a sua pior temporada a serviço do Corinthians, goleiro iniciou 2017 com outra cara (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Agora, Cássio quer resgatar a história que construiu no Corinthians. Foi graças ao noivado firmado no final do ano passado, quando ainda era reserva de Walter, que ele passou a adotar uma dieta mais regrada, parando de pular o café da manhã (“a principal refeição do dia”, segundo nutricionistas) e de comer “o que não deve” à noite. Começou a se sentir mais ágil nos treinos e nos jogos. A ponto de, aos 29 anos, acreditar que ainda não atingiu o auge da sua carreira.

Com contrato com o Corinthians válido até 31 de dezembro de 2019, Cássio não chega a invejar as 602 partidas de Ronaldo (“o maior da história”, como elegeu) pelo clube. Mas tem certeza de que é capaz de repetir atuações como aquela que lhe rendeu o prêmio de melhor jogador do Mundial de 2012, na vitória sobre o inglês Chelsea, em uma série de partidas e consequentemente ser convocado para a Seleção Brasileira do velho conhecido Tite. Assim, terá uma “chance grande” de conquistar algum cargo no clube ao final da carreira como atleta – embora não deseje ser dirigente, escaldado pela pressão que o amigo Alessandro, ex-lateral direito, está enfrentando como gerente de futebol.

Cássio voltou a se sentir tão à vontade em 2017 que tem a seu favor até a resolução de um trauma de infância. Em 2015, o goleiro do Corinthians enfim conheceu o pai biológico, que havia deixado a sua criação a cargo da mãe. Hoje, no entanto, ele se anima mais em diminuir a distância para o filho Felipe, de dois anos e meio, que mora em Veranópolis e já arrumou uma briga no colégio onde estuda – quer frequentar as aulas devidamente trajado com camisas do Corinthians, e não com o uniforme escolar.
Cássio abriu o coração à Gazeta Esportiva e falou sobre tudo nesta entrevista exclusiva (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Gazeta Esportiva: Você comentou algumas vezes que se conscientizou em relação à necessidade de controlar a sua alimentação e preparou-se com mais afinco para ter uma temporada melhor em 2017. Agora, já com uma sequência de jogos oficiais, como está se sentindo?
Cássio: Estou bem. Falei que seria diferente pelo fato de eu ter perdido a minha posição de titular no ano passado, ficando no banco de reservas, e por ter deixado algumas coisas a desejar em todos os sentidos, não só dentro de campo. Então, passei a tomar um pouco mais de cuidado com o meu corpo. Fiz uma boa pré-temporada e agora, com os jogos, estou bem focado no trabalho, em ajudar o Corinthians. Estou muito feliz.

Gazeta Esportiva: A sua dieta precisará ser permanente para poder jogar em alto nível até o final da carreira?
Cássio: Sim. Isso é normal. Haverá o tempo de férias para eu dar uma relaxada e tudo o mais, né? De resto, preciso controlar. Isso não quer dizer que eu tenha que comer salada todos os dias para o resto da vida. Mas, controlando a alimentação, o meu rendimento certamente será melhor.

Gazeta Esportiva: Há algum alimento ou bebida em especial de que você gosta bastante e agora está se privando?
Cássio: Ah, é no geral, né, cara? Sigo uma dieta que me foi passada, e… Isso representará um bem para mim não só esportivamente, sabe? É algo útil para minha vida também, uma reeducação alimentar. Antes, eu morava sozinho e tal. Morando sozinho, tu acaba comendo o que não deve. Tenho empregada que vai lá em casa, mas, à noite, ela não está.

Gazeta Esportiva: Aí, você ataca a geladeira.
Cássio: Então, hoje, moro com a minha noiva, o que ajuda bastante nesse ponto. Comer mal é ruim para um atleta, ainda mais para mim, que quero jogar em alto nível para o resto da vida. A gente vê a maioria dos jogadores enorme quando para de jogar futebol, né [risos]? Não quero isso para mim. Controlar a dieta está sendo bom para a minha saúde. E também não é nada absurdo o que estou fazendo. Antes, por exemplo, eu tinha o costume de não tomar café da manhã, uma coisa simples. Não é que eu precise passar fome agora, nada disso. É só uma questão de reeducação alimentar, algo que vai me ajudar bastante em todos os sentidos.

Gazeta Esportiva: Vai se casar ainda neste ano?
Cássio: Calma [risos]. Fiquei noivo no final do ano passado. A gente está morando junto, e ela me ajuda muito. É a minha companheira, a minha amiga, e está sendo muito importante para mim. Estou vivendo uma fase muito boa nesse aspecto. Converso muito com ela. Jogador tem uma vida difícil. A maioria é de outras cidades. A gente vive aqui em São Paulo, por exemplo, e a família mora longe. Você fica… Acho que a palavra certa não é “carente”, mas, para mim, as coisas mudaram totalmente ao estar com uma pessoa perto de mim e ter uma vida regrada. Falo isso porque tenho objetivos na carreira. Não acho nada de mais abrir mão de algumas coisas em prol dessas metas, de ser campeão, de chegar a uma Seleção Brasileira. Está tudo dentro do normal.
Cássio ficou chateado por ouvir que não seria convocado por Tite por causa da polêmica com Mauri (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Gazeta Esportiva: Você disse que se desculpou com algumas pessoas por seus desabafos no período em que estava na reserva do Walter. Imagino que o Mauri tenha sido uma delas. Como foi a conversa com ele? [O preparador de goleiros Mauri Costa Lima indicou mais de uma vez a sua preferência pela escalação de Walter. Cássio, por sua vez, criticou o profissional por não ter lhe alertado sobre a sua queda de rendimento em 2016.]
Cássio: A gente… Eu nunca tive problemas com o Mauri. No meu ponto de vista, foram mal-entendidos. Em momentos em que poderíamos ter conversado, não conversamos. Mas, cara, fantasiam muitas coisas e criam muitas polêmicas em cima de situações que não existem. A gente sentou e conversou. Foi uma coisa tão simples.

Gazeta Esportiva: O que você leu ou ouviu sobre esse assunto e não gostou?
Cássio: Ah, falaram até de Tite. Ouvi coisas do tipo: “O Tite não chama o Cássio para a Seleção porque aconteceu um desentendimento assim”. Pô, cara. Vocês trabalharam com o Tite e conhecem o jeito dele. Não tem nada a ver. Mas é claro que conversei, sim, com o Mauri. Ele apresentou alguns pontos em que eu deveria melhorar, e eu coloquei outros pontos. Falamos o que deveríamos falar um para o outro, mas tudo com respeito. Conheço o Mauri há cinco anos. É o meu treinador de goleiros e sempre me cobra. Não é pelo fato de eu estar há muito tempo aqui ou por já ter conquistado isso e aquilo com ele que vou deixar de ser cobrado. A gente se dedica e tem uma amizade de trabalho muito boa, de cobrar um ao outro. Então, foi tudo legal. Não há problema algum. Sou uma pessoa que, quando está errada, é a primeira a reconhecer e a tentar pedir desculpas. Se quer melhorar, a gente precisa ter humildade, seja pedindo desculpas ou explicando uma situação.

Gazeta Esportiva: Além do Mauri, você se preocupou em conversar com mais alguém após superar aquele período difícil?
Cássio: Converso e me dou bem com todo o mundo (risos). Desde que cheguei ao Corinthians, não tenho nada para falar de ninguém. Sempre estou tentando ajudar, até mesmo os mais novos. Quando estava no banco de reservas, não mudei isso. O Corinthians abriu as portas para mim. Sou muito grato. O mínimo que posso fazer é me doar ao máximo para ajudar no que for preciso.

Gazeta Esportiva: E o Walter? Criou-se um cenário de rivalidade com ele no ano passado, mas pouca gente lembra que vocês são muito amigos. Já até foram para as cidades um do outro, não?
Cássio: Ele já foi para o Sul (Veranópolis), e eu já fui para a coisa lá (Jaú). A gente até tinha uma amizade mais forte antigamente. Agora… A gente se dá superbem também, não tem nada. Só que é muito difícil porque vocês fazem uma pergunta que envolve o outro atleta, e fica meio chato responder, até pela amizade boa que temos. Então, era complicado naquela época. Muitas pessoas falavam algumas coisas e acabavam tentando botar um goleiro contra o outro. Mas, cara… infelizmente, no gol, joga só um. Isso não é só com ele. Fiz uma amizade boa com o Matheus (Vidotto), com o Caíque (França). A confraternização entre os goleiros é muito boa, então, às vezes, ficava até uma situação meio chata, sabe?
Goleiros do Corinthians, que conhecem até as famílias um do outro, ficaram com clima “meio chato” em 2016 (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Gazeta Esportiva: Você acabou se distanciando do Walter?
Cássio: Não, não. Acho que não. A gente se dá superbem, conversa bastante. Não há nada assim. É que chega uma hora em que, tipo, você dá uma opinião e fica em uma situação… Porque os caras ficam fazendo as mesmas perguntas toda hora e tal, tal. Entendo o lado do jornalista. Sei que é a função de vocês, que precisam ter notícias.

Gazeta Esportiva: E ainda tem o lado do técnico…
Cássio: Dentro do clube, todo o mundo sabe o tanto que a gente se respeita. Então, essas coisas vêm mais de fora. Vocês não sabem exatamente do nosso dia a dia. É complicado. Mas a gente sempre teve um ambiente bom de trabalho. Quando o Walter estava jogando, eu tentava ajudá-lo. E, quando estou jogando, ele me dá uns toques. Isso é bacana. A gente se dá muito bem, não só eu e ele, mas os meninos também.

Gazeta Esportiva: Agora, quem está jogando é você. Como vê o Walter hoje, afastado, recuperando-se de uma lesão um pouco mais grave? [Walter acusou uma contusão na região do tórax na pré-temporada e ainda não tem previsão de retorno aos gramados.]
Cássio: É difícil falar por outra pessoa. Para qualquer atleta, é ruim ficar parado. Ninguém gosta, independentemente se está jogando como titular ou não. O cara deseja estar ali no meio do grupo, treinando, tentando fazer o melhor. Ele quer estar envolvido. E, quando está machucado, você faz fisioterapia de segunda a sábado e não aparece no campo, na concentração. Querendo ou não, tu fica mais afastado mesmo. Mas espero que o Walter se recupere o mais rapidamente possível porque é um cara muito bom de grupo, que contribui para o clube e está sempre junto conosco.

Gazeta Esportiva: É verdade que existiu uma negociação para você se transferir para o Grêmio quando estava na reserva do Walter?
Cássio: Sim. Tive uma proposta oficial do Grêmio. Sempre joguei muito aberto com o Corinthians, até quando recebi a proposta do Besiktas [no início de 2016], que foi oficial também. Naquela época, o clube não aceitou, e a gente não entrou em atrito. Tenho contrato com o Corinthians e sou muito feliz aqui. Então, se essas transferências não deram certo, vida que segue. Não posso ficar me remoendo, até porque jogo naquele que é, senão o maior, um dos maiores clubes do Brasil. Na minha opinião, é o maior. A estrutura que a gente tem para trabalhar aqui é difícil encontrar por aí. Para bater o Corinthians – e não falo puxando o saco, porque isso é uma realidade –, só um time da Europa. E, mesmo assim… Comparando pelo menos com a estrutura do PSV, em que joguei na Holanda, a daqui é melhor.

Gazeta Esportiva: Você ficou tentado a ir para o Grêmio naquele momento, já que estava na reserva?
Cássio: Era um momento por que eu precisava passar para amadurecer e entender melhor o que estava acontecendo. Naquele mesmo tempo, perdi a minha posição e a minha avó, que sempre foi a matriarca da família. É lógico que, em um primeiro instante, quando acontece a coisa negativa, o cara fica: “P…! Ah, perdi a posição por causa disso, disso e disso!”. Mas, depois, você vê que é preciso parar, pensar e olhar para si próprio: “Pô, o que tenho que melhorar? Será que a culpa é dos outros mesmo ou fui eu que relaxei um pouco?”. É um aprendizado.

Gazeta Esportiva: Você não foi para o Grêmio porque refletiu e achou melhor permanecer ou porque o Corinthians te segurou?
Cássio: O Corinthians. Foi o Corinthians que não aceitou a proposta. O clube comunicou que não me venderia. Eu falei: “Está bom, né? Vocês são os donos do meu passe, e estou feliz aqui”. Não é porque eu estava no banco, que… Tenho uma história no Corinthians, e essas coisas acontecem. Depois da proposta, voltei a jogar. Aí, eu me machuquei, o Walter entrou novamente, e o professor Oswaldo [de Oliveira] optou por continuar com ele. Sei que todo o mundo quer jogar, aparecer. É preciso ter respeito. Procurei fazer o meu melhor trabalho. Infelizmente, não joguei, mas já terminei o ano com essa meta de voltar forte, focado no Corinthians, sem querer saber de qualquer outra oferta para sair. Não foi uma coisa que começou na pré-temporada. Já vem desde as férias. Tenho certeza de que será um grande ano para mim.

Gazeta Esportiva: Com quem você se aconselhou na época de dificuldade?
Cássio: Com a família, com as pessoas que são minhas amigas na hora boa e na hora difícil. Foi até bom porque conheci a verdade sobre muita gente que se dizia minha amiga e eu recebia em casa. Quando eu não estava jogando, essas pessoas simplesmente desapareceram. Foi um aprendizado geral para mim. Não só para o futebol, mas para a vida.

Gazeta Esportiva: Essas pessoas reapareceram agora, que você está jogando?
Cássio: Elas voltaram, mas não têm mais espaço na minha vida. Esse é o tipo de coisa que não acontece só com nós, atletas. Vocês também já devem ter se decepcionado com muitas pessoas. Mas a minha família, a minha noiva e os meus amigos de infância sempre me ajudaram. Eles viram que era um momento em que eu estava meio triste e precisava de apoio. Pô, naquela época, a minha família vinha para São Paulo direto para ficar comigo. Todo o mundo tentou me ajudar. Com certeza, saí muito mais forte dessa situação

Gazeta Esportiva: Para piorar, muito dos amigos que você fez no Corinthians já não estavam mais no clube. Aquele time campeão brasileiro em 2015 acabou desfeito.
Cássio: É aquele negócio: o último apague a luz [risos]. Aconteceram muitas coisas incomuns no ano passado. O elenco foi todo mudado. Nunca tinha visto isso. Foi absurda a quantidade de jogadores que saiu. Cara, trocamos de treinador duas, três vezes [após Tite ir para a Seleção Brasileira, Cristóvão Borges, Fábio Carille e Oswaldo de Oliveira passaram pelo comando do time em 2016], coisa que não é normal no Corinthians. Desde que estou aqui, tinha trabalhado com o Tite e depois com o Mano, que ficou o ano todo, e novamente com o Tite. E só. Aí, com dois ou três treinadores em um ano, a gente não conseguiu render. A verdade é que ninguém deu uma resposta. É preciso ser honesto. Se pegar a conta geral, comparando jogador com jogador, todo o mundo foi abaixo.

Gazeta Esportiva: Não ficou uma sensação estranha para você, que era um remanescente do elenco vitorioso? Afinal, foram justamente as propostas pela sua contratação que foram recusadas pelo Corinthians.
Cássio: Não, não. Eu estava bem tranquilo quanto a isso. Tenho um contrato longo [válido até 31 de dezembro de 2019] e sou muito feliz no Corinthians. Respeito muito o clube, porque estava em um momento bem difícil da minha carreira quando fui contratado. Pô, vocês sabem muito bem que a minha contratação em 2011 gerou uma série de críticas.

Gazeta Esportiva: Falavam muito do seu empresário, Carlos Leite, o mesmo do Mano Menezes, que já não estava mais no Corinthians.
Cássio: Na verdade, foi o Andrés [Sanchez, ex-presidente] que me trouxe para cá. Foi ele quem bancou a minha contratação. O Corinthians queria contratar um goleiro na época. Mas, em se tratando de Corinthians, poderia ter sido o Jefferson [destaque do Botafogo] ou outro atleta mais renomado. Surgiram um monte de nomes. E eu ficava pensando: “Putz, os caras me contrataram e vão trazer outro goleiro? Como é que vai ser?”. Mas fui bancado e sou grato por isso. Consegui construir uma história aqui. Então, quando é assim, você pensa duas vezes antes de agir em determinada situação.

Gazeta Esportiva: Inclusive quando recebe uma proposta para sair.
Cássio: Você precisa pesar os prós e os contras. No caso do Grêmio, é lógico que sou gaúcho e comecei lá. Pô, seria uma coisa bem positiva. Mas também me sinto bem no Corinthians e gosto muito das pessoas que trabalham aqui, do ambiente. Todos já têm um respeito muito grande por mim. Isso pesa muito. Às vezes, uma escolha errada acaba com a sua carreira. Vejo isso acontecer muito com os jogadores. É claro que, por outro lado, confio muito no meu trabalho. Se tivesse ido para o Grêmio, tenho certeza de que me sairia muito bem. Só que fiquei aqui, e não há mágoa alguma por isso. Não é aquele negócio: “Pô, se eu tivesse ido…”. Não, cara. Estou aqui e deixo de lado o que não aconteceu.

Gazeta Esportiva: Seguindo o raciocínio de valorizar a sua história no Corinthians, lembro-me de que, quando começou a se destacar, você dizia almejar repetir uma trajetória como a do Marcos no Palmeiras e a do Rogério Ceni no São Paulo. Voltou a pensar assim?
Cássio: Pretendo fazer o meu melhor no Corinthians. Tenho este e mais dois anos de contrato. Concluindo o contrato e mesmo não renovando – espero que dê para renovar sempre –, já terei um número muito bom de jogos e certamente conquistarei mais títulos. Esses caras que você citou jogaram no Palmeiras e no São Paulo, clubes grandes também, e são espelhos. Independentemente de serem rivais, a carreira que tiveram e o que fizeram por seus clubes foi algo impressionante. Assim como aquilo que o Ronaldo Giovanelli fez no Corinthians. Pô, ele jogou mais de 600 jogos pelo Corinthians, cara! E aqui é complicado jogar, viu [risos]?
Cássio se impressiona com os números de Ronaldo, goleiro dos anos 1990, mas não pensa em alcançar o ídolo (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Gazeta Esportiva: Hoje, você tem mais de 250 jogos. Dá para alcançar o Ronaldo?
Cássio: Não tenho essa meta. Não falo: “Ah, quero bater o recorde de Ronaldo”. Não, cara. O objetivo é fazer o meu melhor. Espero que, daqui a algum tempo, digam: “Nos anos 2000 e alguma coisa, o Cássio jogou e fez o seu melhor pelo Corinthians. Na época dele, o Ronaldo fez o seu melhor”. Porque, na minha opinião, o Ronaldo é o maior goleiro da história do Corinthians. Falo isso por tudo o que passou. Ele pegou uma fase em que as equipes rivais estavam muito fortes.

Gazeta Esportiva: Você acompanhou essa fase?
Cássio: Eu era muito novo, mas as histórias são contadas e vou atrás, procuro saber. O Ronaldo foi o primeiro goleiro campeão brasileiro pelo Corinthians. É um cara que tem uma história fenomenal. Para mim, é uma referência. Até busco lances dele na internet para assistir.

Gazeta Esportiva: E você gosta de rock, assim como ele.
Cássio: É! O Ronaldo é um cara superbacana. Não tenho amizade de ir à casa dele, mas já conversamos bastante. Ele sempre me tratou muito bem. Quando comecei no Grêmio, o goleiro que estava lá era o Danrlei, que havia ganhado praticamente todos os campeonatos possíveis pelo clube. Ele estava no mesmo patamar do Ronaldo. E também era um cara fenomenal. Nas férias, tenho o prazer de me confraternizar com ele, de fazer jogos beneficentes no Sul. É legal conhecer esses goleiros e saber que, além de grandes profissionais, são grandes pessoas. É muito gratificante fazer parte desse meio.

Gazeta Esportiva: Alguns goleiros continuaram vinculados aos clubes que defenderam após suas carreiras. Você pensa em seguir esses exemplos?
Cássio: Sinceramente, se continuar assim, a chance é grande, até porque já conheço bem o clube. Só não sei se seria dirigente [risos].

Gazeta Esportiva: O Alessandro [ex-lateral direito e atual gerente de futebol do Corinthians] está sofrendo, né?
Cássio: Esse cargo é complicado. Talvez eu exerça uma função diferente. Se ficar no Corinthians, poderei trabalhar em uma área de treinamento de goleiro ou em uma de supervisão de categorias de base. Seria para tentar ajudar, sabe? De repente, auxiliaria na transição dos meninos da base para o profissional. São possibilidades bacanas.
Título da Libertadores credencia Cássio a ganhar um cargo no Corinthians ao final da carreira (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Gazeta Esportiva: Aos 29 anos, já está imaginando o que fazer quando encerrar a carreira?
Cássio: Penso muito sobre isso. Não quero acabar a carreira e pensar: “O que vou fazer agora?”. Isso acontece muito com os jogadores.

Gazeta Esportiva: Jogará até que idade?
Cássio: Vai depender muito do desenrolar das coisas. Já estou fazendo um investimento em mim mesmo ao me cuidar fora de campo, controlando a alimentação. A gente treina muito. Então, estando bem fisicamente, a tendência é ter poucas lesões e jogar mais tempo em alto nível. E, tipo, ainda não cheguei ao auge, à minha melhor fase.

Gazeta Esportiva: Mesmo com tudo o que conquistou?
Cássio: É claro que consegui títulos importantes, a Libertadores e o Mundial, mas eu ainda era um goleiro inexperiente em 2012. E, para falar a verdade, quem me levou à frente foram os caras mais experientes que tínhamos aqui. Foram eles que me ajudaram nessa transição. Antes, eu não tinha essa voz ativa de hoje, até porque aqueles caras estavam aqui. Eu estava chegando. Hoje, dou continuidade ao que o Alessandro fazia, tentando ajudar todo o mundo com a minha liderança.

Gazeta Esportiva: O seu auge será neste ano?
Cássio: É… Você vê um monte de goleiros de 34, 35 anos arrebentando.

Gazeta Esportiva: Mas você realmente acha que ainda poderá agarrar mais do que no Mundial de Clubes de 2012?
Cássio: É que o Mundial foi só um jogo, né? O Brasileiro de 2015, por exemplo, foi muito bom para mim. A gente fala do time de uma forma geral, é claro, mas fiz um campeonato bem regular. Essa é a diferença. Então, dá, sim, cara. Tenho que me cobrar diariamente para isso, para ser melhor, evoluir. Estou muito empolgado para voltar neste ano e arrebentar. E, com a mentalidade que tenho hoje, dá para fazer um grande ano e trabalhar para o próximo ser ainda melhor. Estou muito feliz com isso, pensando em fazer uma temporada melhor do que a outra.
O melhor jogador do Mundial de 2012 crê que pode reeditar a atuação contra o Chelsea em uma série de partidas (foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Gazeta Esportiva: Você acha que arca com o ônus de ter se tornado ídolo do Corinthians muito rapidamente? Quando está em vias de sair para o Besiktas ou perde lugar no time titular, por exemplo, as notícias ganham proporções muito maiores do que quando envolvem outros jogadores.
Cássio: Com todo o respeito aos demais jogadores, isso existe, sim. A cobrança é um pouco maior comigo. Mas também tenho que entender que isso é normal. Se você analisar os jogadores vitoriosos em suas equipes, verá que eles sempre são mais cobrados.

Cássio: É… Isso acontece com todos os jogadores que já têm uma história. Não posso achar que sou exceção. É algo normal. A cobrança vem maior porque as pessoas já viram que você pode oferecer mais. Tenho que saber administrar isso.

Gazeta Esportiva: Você e o Guerrero seriam homenageados no Memorial do Corinthians no Parque São Jorge. Os moldes para que os formatos das suas mãos e dos pés dele estivessem na Calçada da Fama do clube já estavam até prontos, mas a cerimônia acabou cancelada. Ainda está esperando por isso?
Cássio: Ah, ainda acontecerá. Quem sabe quando eu me aposentar? É que ficou uma situação com o Guerrero, né? Ele foi para o Flamengo, e o pessoal ficou bem chateado [risos].

Gazeta Esportiva: O que você pensa a respeito?
Cássio: É complicado. Ninguém vai tirar o nome do Guerrero da história do Corinthians. Foi ele quem fez aquele gol. Mas a gente entende o outro lado, até pela rivalidade com o Flamengo. Vejo os lados do jogador e da diretoria. Não sei como é que foi aquela negociação, se ele deu a palavra que ficaria e acabou saindo [Guerrero dizia que só defenderia um clube no futebol brasileiro, porém, faltou com a palavra]. Converso com os torcedores, e um fala: “Pô, o Guerrero foi…”. Alguns ficam com raiva dele mesmo. Outros, não. Só sei que, no nosso estádio, a maioria que vai aos jogos tem raiva, sim [risos]. Os caras vaiam bastante o Guerrero.
Cássio teve homenagem no Memorial do Corinthians adiada (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Gazeta Esportiva: Você já foi cobrado por algum torcedor do Corinthians nas ruas?
Cássio: Não. Nunca.

Gazeta Esportiva: Nem mesmo naquela época em que estava mal, perdendo a titularidade para o Walter?
Cássio: Nunca fui abordado de uma maneira ruim. Sei que é difícil. Às vezes, no momento, o torcedor pode… Eu mesmo já agi tomado pela raiva em algumas situações. Quando você fica chateado… Mas só tenho a agradecer porque a torcida do Corinthians sempre teve um respeito muito grande por mim. Já passei por situações boas e por alguns bem complicadas aqui. Só que, fora de campo, quando saio para jantar ou vou a qualquer outro lugar, sempre sou bem tratado. E não é só pela torcida do Corinthians, mas por todas. Sou um cara que não gosta de polêmica, que cuida do trabalho do seu clube, que não menospreza as outras equipes. Assim, sendo correto, tendo um respeito grande pelas outras torcidas, também sou respeitado por elas. Mas fico realmente grato à torcida do Corinthians, que é a minha.

Gazeta Esportiva: O seu filho já é torcedor do Corinthians?
Cássio: Ele canta o hino melhor do que eu. Às vezes, posto alguns vídeos dele na internet. Sabe tudo de Corinthians. Aconteceu até uma briga na escola. Ele ia estudar com a camisa do Corinthians todos os dias. Neste ano, passou a ser obrigado a ir com a camisa do colégio, e a mãe dele conta que é uma choradeira por causa disso. Sempre dou umas camisas do Corinthians, e ele adora.

Gazeta Esportiva: Camisas de goleiro?
Cássio: Pô, por causa do tamanho, não encontro camisa de goleiro para ele. Mas todas são com o número do pai [12] e o nome dele [Felipe] nas costas. Ele fala muito do Corinthians.

 Será jogador?
Cássio: Se puxar o pai, vai dar para jogar um pouquinho. Falam que o avô dele era muito bom jogador, os tios… Todo o mundo era envolvido com futebol. Mas não é uma coisa por que vou brigar. O que vou cobrar são os estudos, ter uma profissão. Mas, se quiser seguir no futebol ou em outro esporte, não faltará apoio. A minha família e a família da mãe dele vão fazer tudo para que ele concretize o que achar melhor para a vida dele.

Como é o Ralf como padrinho?
Cássio: O Ralf é um bom padrinho para o meu filho. Mesmo na China [o volante que foi companheiro de Cássio no Corinthians atualmente defende o Beijing Guoan], está sempre perguntando, querendo saber se precisamos de alguma coisa. Ele conversa comigo e com a mãe do Felipe. Sou até suspeito para falar do Ralf, porque, no futebol, uma das coisas que guardamos é a amizade. Ele é um cara por quem tenho um respeito muito grande. Foi quem escolhi como padrinho do meu filho, uma pessoa sensacional, do bem. Nós conversamos nas férias, e fico feliz que ele esteja satisfeito na China. Acertei no padrinho.

 Quando o seu filho nasceu, você dizia que tinha uma preocupação ainda maior de ser presente na vida dele por ter sido criado sem o seu pai. Como é morar longe do menino [Felipe fica com a mãe, em Veranópolis]?
Cássio: Tento estar presente quando posso. Houve um tempo em que consegui passar as férias com ele. Outro, não. Existe o calendário do futebol, a escola dele. Para chegar a Veranópolis, tenho que ir a Porto Alegre e ainda pegar o carro. É difícil. Agora, até acabar o Campeonato Paulista, é mais complicado ainda por causa da sequência de jogos de quarta e domingo, quarta e domingo. Quando a gente joga no sábado, costuma ser às 21 horas. Aí, tenho folga no domingo, mas já preciso estar no CT na segunda de manhã para treinar. Fica quase inviável ir para lá. Só que estou sempre conversando com a mãe dele, vendo pela webcam, interagindo. Neste ano, por estar maiorzinho, ele virá mais a São Paulo, principalmente nas férias, e passará um tempo maior comigo. A tendência é esse tempo aumentar com o passar dos anos. É claro que eu gostaria de estar perto todos os dias, mas, infelizmente, ele mora lá. Mesmo longe, amor e carinho nunca faltarão.

Padrinho do filho de Cássio, o volante Ralf está na China, mas não deixa de se preocupar com o menino (foto: acervo pessoal)



Gazeta Esportiva: Falando sobre a sua história de vida, apareceu um senhor que afirmava ser o seu pai biológico há alguns anos. Ele até chegou a dar algumas entrevistas. Você teve curiosidade de encontrá-lo?
Cássio: Na verdade, eu conheci o meu pai biológico. A minha mãe confirmou que era o meu pai.

Gazeta Esportiva: E era aquele senhor?
Cássio: Apareceu aquele na mídia, mas não era ele [risos]. Falou que era goleiro e tal, né? É uma situação chata, porque você não conhece o seu pai, então não sabe se é ele mesmo ou não.

Gazeta Esportiva: Como foi conversar com o seu verdadeiro pai?
Cássio: Foi legal. Enfim, conheci o meu pai. Só que a gente não tem contato hoje, sabe? Partiu de… Respeito, é o meu pai e tudo, mas ficou essa lacuna aberta. É uma coisa que me atrapalha. Só que foi bom ter conhecido e tal, tal.

Gazeta Esportiva: Serviu para dar um fim a uma situação que te incomodava desde a infância?
Cássio: Exatamente. Foi uma coisa que se resolveu para mim agora. Não era legal até pela parte da minha mãe, que ficou nessa situação toda. Mas conheci o meu pai, tudo bem, vida que segue. Até porque, nessa questão de família, sempre fui muito bem assessorado, estruturado. Tive muito amor das minhas tias, do meu tio, que foi como um pai para mim, do meu falecido avô, de todo o mundo que estava ao meu redor. Foi bom ter conhecido o meu pai, mas eu tenho a minha vida e ele, a dele. Respeito, mas a gente não mantém contato de ficar se falando, de sair.

Gazeta Esportiva: Quando esse encontro aconteceu? Como foi viabilizado?
Cássio: Foi em 2015. A gente sentou e conversou. O Luciano [Signorini], o meu assessor de imprensa, intermediou tudo. Foi bem tranquilo. Estávamos eu, o meu pai e o Luciano. Eu o encontrei, e nós conversamos. Ainda falei algumas vezes com ele por telefone, mas a gente acabou não mantendo contato. Antes disso, ficamos distantes muito tempo. Não guardo nenhuma raiva ou rancor dele por isso. Ele tem a explicação dele para o que aconteceu, mas tudo bem. Cada um segue a sua vida. A gente está feliz assim.
Em um encontro intermediado por seu assessor de imprensa, Cássio enfim conheceu o pai biológico (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)Publicado em 14 de fevereiro de 2017 07:50:45