4 de jun de 2014

Mesmo feliz com Arena Corinthians, dirigente corinthiano diz não esquecer casamento perfeito do Corinthians com Pacaembu O que a zona leste deu em cem anos ao Corinthians nós vamos devolver eternamente,diz Andrés



Dirigente corinthiano diz não esquecer "casamento perfeito" do clube com Pacaembu


Por Gazeta | 04/06/2014 08:05
Texto




"Era tão óbvio que o Pacaembu tinha que ser nosso. Fizemos de tudo. Infelizmente, não tivemos a compreensão do prefeito", disse Luis Paulo Rosenberg


Luis Paulo Rosenberg não consegue se esquecer do Pacaembu. O dirigente do Corinthians lutou para que o clube assumisse o controle do estádio municipal e, mesmo satisfeito com a nova casa alvinegra na zona leste, lamenta a despedida da antiga.

"Agora que o estádio está lá, lindo, maravilhoso, continuo com sentimentos conflitantes. É como alguém que estava em um casamento perfeito, de muitos anos, e perde a esposa porque o desgraçado do médico a deixou morrer. Vou atrás de uma gatinha, linda de morrer, mas não esqueço a primeira mulher. Era uma ligação muito forte. Assim é com o Pacaembu e com Itaquera", afirmou, em lançamento de livro sobre a arena nova.


O vice-presidente do Corinthians - ele mantém o cargo, embora esteja efetivamente afastado da administração do presidente Mário Gobbi - recordou as negociações travadas com o prefeito Gilberto Kassab entre 2008 e 2010. Elas não deram certo, e a equipe alvinegra rumou na direção de sua ZL, palco da abertura da próxima Copa do Mundo.Bruno Winckler
Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians

"Era tão óbvio que o Pacaembu tinha que ser nosso. Fizemos de tudo. Infelizmente, não tivemos a compreensão do prefeito. Pensei: ‘Após dois anos de batalha, não temos nada’. E o Andrés (Sanchez, então presidente do clube) avisou: ‘Está chegando o centenário, não podemos chegar à festa sem isso resolvido’", contou Rosenberg.

Foi na celebração dos cem anos do clube do Parque São Jorge, em 1º de setembro de 2010, que foi anunciada a construção do estádio em Itaquera. Sem a opção do Pacaembu, foi vencida a alergia de Luis Paulo Rosenberg. E a de mais gente, como o corinthiano Geraldo Villin, diretor da Odebrecht, construtora da arena da abertura do Mundial.

"Eu disse que o torcedor não iria a Itaquera, Andrés. Você disse: ‘Prova’. A gente fez um estudo, e eu não consegui provar", lembrou Villin, que viu recentes fotos aéreas de Itaquera e se empolgou com as mudanças na região. "Está do c... Eu estava errado, você estava certo. Muito obrigado por me deixar fazer parte disto aqui."

O estudo referido foi uma pesquisa de um instituto inglês encomendada pelo clube. Os resultados apontaram que um estádio em Itaquera, região pobre da tão corinthiana zona leste, atrairia muitos torcedores e não afastaria o público.

Aí, foi partir para o segundo casamento, ainda que moldando a nova mulher à imagem da antiga. "O estádio é tão parecido com o Pacaembu quanto dá para ser, 70 anos mais jovem", sorriu Luis Paulo Rosenberg.






O que a zona leste deu em cem anos ao Corinthians nós vamos devolver eternamente, diz Andrés
Andrés pede a "pobres de Higienópolis" que paguem manutenção do Pacaembu

Satisfeito com a Arena Corinthians, em Itaquera, Andrés Sanchez recordou que a primeira opção do clube era assumir o controle do Pacaembu, sua casa alugada de tantos anos. Não deu certo, apesar das negociações com o então prefeito Gilberto Kassab, e tomou forma o projeto da arena da zona leste, que receberá a abertura da Copa do Mundo na próxima semana.

"O Pacaembu? Vai para a Associação Viva Pacaembu", disse o ex-presidente alvinegro, referindo-se ao grupo de moradores da região do estádio municipal, que se mostrou muito contrário à passagem do local ao clube do Parque São Jorge. "As velhinhas que cuidem. Os pobres que moram em Higienópolis que paguem a manutenção", esbravejou.

A sustentabilidade do Pacaembu é realmente problemática sem o Corinthians. Sem os  inquilinos, a prefeitura terá de arrumar um jeito de pagar os cerca de R$ 5 milhões anuais necessários para a manutenção. Se a associação de moradores do Pacaembu deu adeus sem remorso à equipe, Itaquera a recebeu o Corinthians de braços abertos.

"A gente poderia fazer onde quisesse o estádio, porque o corinthiano iria ver o jogo em qualquer lugar. Mas quem vê a foto por cima vê a transformação da área, que ainda é pequena perto do que virá. É o maior legado que o Corinthians está dando para a zona leste. O que a zona leste deu em cem anos ao Corinthians nós vamos devolver eternamente", assegurou Andrés.



04/06/2014 08h00min )

Andrés pede a "pobres de Higienópolis" que paguem manutenção do Pacaembu
Marcos Guedes
Satisfeito com o estádio construído pelo Corinthians em Itaquera, Andrés Sanchez recordou que a primeira opção do clube era assumir o controle do Pacaembu, sua casa alugada de tantos anos. Não deu certo, apesar das negociações com o então prefeito Gilberto Kassab, e tomou forma o projeto da arena da zona leste, que receberá a abertura da Copa do Mundo na próxima semana.
“O Pacaembu? Vai para a Associação Viva Pacaembu”, disse o ex-presidente alvinegro, referindo-se ao grupo de moradores da região do estádio municipal, que se mostrou muito contrário à passagem do local ao clube do Parque São Jorge. “As velhinhas que cuidem. Os pobres que moram em Higienópolis que paguem a manutenção”, esbravejou.
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Para Andrés, o Corinthians vai retribuir eternamente o que a zona leste lhe deuA sustentabilidade da arena é realmente problemática sem o Corinthians. A conta provavelmente será fechada enquanto o Palmeiras estiver jogando por lá, mas a reerguida casa alviverde também está ficando pronta. Sem os dois inquilinos, a prefeitura terá de arrumar um jeito de pagar os cerca de R$ 5 milhões anuais necessários para a manutenção.



Longe de lá, o time alvinegro tentará construir a sua história em Itaquera. O começo foi ruim dentro de campo, com derrota para o Figueirense e empate com o Botafogo, mas o responsável pela construção já está satisfeito com as mudanças da região. Se a associação de moradores do Pacaembu deu adeus sem remorso à equipe, Itaquera a recebeu de braços abertos.

“A gente poderia fazer onde quisesse o estádio, porque o corintiano iria ver o jogo em qualquer lugar. Mas quem vê a foto por cima vê a transformação da área, que ainda é pequena perto do que virá. É o maior legado que o Corinthians está dando para a zona leste. O que a zona leste deu em cem anos ao Corinthians nós vamos devolver eternamente”, assegurou Andrés.