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Corinthians perde para a Ponte e ganha companhia na liderança
Helder Júnior
A jogada envolvente levantou a torcida corintiana no Pacaembu - em menor número, os ponte-pretanos também cantavam incessantemente no setor visitante. O público mandante ainda ficou em pé para se queixar do árbitro Philippe Lombard durante boa parte do primeiro tempo, assim como fez o técnico Tite. A marcação da Ponte Preta era firme e algumas vezes truculenta, mas a arbitragem preferia deixar o jogo seguir.
Do outro lado do campo, os defensores do Corinthians não tinham muitos motivos para preocupação. A Ponte Preta pouco atacava. Quando chegava à frente, Wallace e Leandro Castán não hesitavam diante do ex-corintiano Éverton Santos e davam um bico na bola para a frente, onde Morais e Bruno César tentavam organizar o time ofensivamente.
Com bom volume de jogo, o Corinthians criou mais algumas oportunidades de gol antes do intervalo. Liedson acertou as redes pelo lado de fora, e Dentinho (que caía bastante, a cada dividida com os jogadores da Ponte Preta) quase acertou um chute rasteiro no gol, da marca do pênalti. A maioria dos lances corintianos de perigo tinha origem pela esquerda do campo.
Apagado na partida, o lateral direito Alessandro ainda deu um susto na torcida e em seus companheiros no início do segundo tempo. O capitão completou um cruzamento na área do Corinthians e por pouco não marcou um gol contra. Acertou o travessão, para alívio do goleiro Julio Cesar - que finalmente começava a sujar o seu uniforme ao se jogar no gramado.
A Ponte Preta se empolgou com a chance de gol. Aos 12 minutos, Éverton Santos carregou a bola na intermediária, desvencilhou-se marcação e arriscou a conclusão. Com sucesso. Julio Cesar chegou a tocar na bola, que entrou. Imediatamente, a torcida do Corinthians passou a gritar mais alto para reanimar a equipe de Tite.
Mas o técnico não se contentou apenas com o apoio do público. Preferiu tirar Morais e colocar Edno em campo - alguns torcedores reprovaram a alteração. Pouco depois, o lateral esquerdo Fábio Santos também saiu, para a entrada do peruano Cachito Ramírez. Já Gilson Kleina trocou Ricardinho e Márcio Diogo pelo ex-santista Tiago Luís e por Válber.
Nos minutos finais, o Corinthians passou a pressionar a Ponte Preta sem organização tática. A equipe da casa já não tinha mais laterais de origem em campo, pois Tite também substituiu Alessandro por Willian. Não adiantou. Com uma eficaz marcação, a Ponte Preta fez conseguiu acabar com o último invicto do Campeonato Paulista.